O ex-secretário de Desenvolvimento Econômico de Bocaiuva, cidade localizada no Norte de Minas Gerais, já é considerado foragido da Justiça. Jhonny Patrick de Araújo, de 32 anos, foi indiciado pela Polícia Civil por tráfico de drogas e venda de armas. Para negociar os materiais ilícitos, utilizava um celular corporativo do município e a entrega era feita em uma loja de roupas de usa propriedade. De acordo com as investigações, a maioria dos clientes do homem eram pessoas da alta sociedade.
Os crimes praticados pelo ex-secretário começaram a ser descobertos depois que uma quadrilha que atuava na região foi investigada. “Durante a investigação da facção criminosa descobrimos que haviam várias ligações entre os suspeitos e o ex-secretário”, explica o delegado Leonardo Diniz, responsável pelo inquérito.
Para não levantar a suspeita da polícia, Jhonny fazia as negociações por um celular corporativo pertencente ao município. Também fazia a entrega dos materiais ilícitos em uma loja de roupa que pertence a ele. Nas ligações, sempre usava codinomes quando iria falar de cocaína, que era droga que ele vendia, e as armas. “Ele só vendia para o público da alta sociedade e que já conhecia anteriormente. Para não chamar a atenção, chamava a droga de salvamento ou xilocaína. Também pedia para a pessoa passar na loja porque havia chegado o “brinde” para ela”, conta Diniz.
Nessa terça-feira, os policiais foram na casa e na loja do ex-secretário para cumprir um mandado de busca e apreensão e de prisão. Porém, Jhonny já havia fugido. Nos dois imóveis não foram encontrados nenhum material ilícito. “Provavelmente ele fugiu e levou todos os objetos”, diz o delegado. O ex-secretário foi indiciado por tráfico de drogas e pelo comércio de armas.
Em nota, a Prefeitura de Bocaiuva informou que desconhecia os atos cometidos pelo ex-secretário. Também informou que quando Jhonny foi nomeado, ele não tinha nenhum antecedente criminal. O suspeito pediu exoneração em 13 de setembro alegando problemas de saúde. Quanto a suposta utilização da máquina administrativa para facilitar as negociações criminosas, espera-se que os fatos sejam melhor apurados, e sendo a prefeitura oficializada a prestar esclarecimentos, a instituição se coloca a inteira disposição da justiça.
