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Estado de Minas

Hotéis em BH são caros e falta informação, reclamam turistas


postado em 07/07/2013 00:12 / atualizado em 07/07/2013 07:52

Espera de 20 minutos no ponto irritou o português Frederico Martins(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
Espera de 20 minutos no ponto irritou o português Frederico Martins (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
Depois de críticas da imprensa internacional sobre as altas tarifas cobradas pelos hotéis no Brasil, a Secretaria de Estado Extraordinária da Copa do Mundo aposta em uma campanha junto ao setor para tentar oferecer preços atraentes durante o Mundial de 2014 e atrair turistas para a capital mineira. “Vamos tentar negociar com as redes hoteleiras a partir de agosto”, afirma o secretário Tiago Lacerda. Outra aposta é no impacto do trabalho de um grupo de operadores especializados na venda do pacote Fifa que visitaram BH durante a Copa das Confederações.


A simpatia com que os moradores de BH recebem os turistas encantou o português Frederico Martins, de 30 anos, desde o fim de maio na capital. Ele acompanhou os jogos pela televisão do albergue onde está hospedado. “Estava ótimo. Só achei estranho o fato de tudo fechar em dia de jogo”, comenta. “A internet ajuda muito a me localizar, mas dirigi na cidade e, se não estivesse com um amigo, não conseguiria. Além do mais, os pontos de ônibus não informam sobre os horários e linhas e a espera é longa. Cheguei a ficar 20 minutos num ponto”, comenta Frederico, acostumado com metrô e ônibus mais pontuais.

De acordo com a diretora de promoção turística da Belotur, Stella Kleinrath, pelo menos na questão da sinalização haverá melhora até 2014. “Hoje o turista se locomove muito com o GPS e por isso a sinalização tem que ser repensada. De toda forma, até o fim de 2013 serão aplicados R$ 705 mil do Ministério do Turismo para a instalação de placas indicativas na cidade, com a referência de serviços (placas azuis) e pontos turísticos (placas marrons)”, afirma. Os atuais 50 pontos de acesso à internet sem fio na cidade também devem triplicar até o ano que vem.


A língua não tem sido dificuldade para Frederico. Em contrapartida, muita gente que por aqui passou se queixou da dificuldade de comunicação. “É uma carência brasileira que, infelizmente, não se resolve em quatro anos, mas estamos apoiando ações de capacitação em língua estrageira”, ressalta Tiago Lacerda.


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