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Estado de Minas BAIRRO SANTA EFIGÊNIA

Piscina da antiga Associação Mineira de Paraplégicos aumenta risco de dengue

Local já foi alvo de várias denúncias de focos de dengue e está desativado. Prefeitura informou que uma equipe do setor de Zoonoses já esteve no local e a limpeza começa na semana que vem.


postado em 27/03/2013 10:31 / atualizado em 27/03/2013 10:32

Piscina desativada acumula água e sujeira. Designer gráfico que trabalha perto do local reclama do problema desde 2011(foto: Janaína Souza/Divulgação)
Piscina desativada acumula água e sujeira. Designer gráfico que trabalha perto do local reclama do problema desde 2011 (foto: Janaína Souza/Divulgação)


O aumento dos casos de dengue em Belo Horizonte tem deixado a população em alerta em todas as regiões da cidade. Pelo telefone, 156, os moradores podem denunciar locais onde há possíveis criadouros do mosquito aedes aegypti. Mas uma internauta reclama que fez uma denúncia do tipo há quase dois anos e até os últimos dias não havia sido atendida. O local em questão é a casa onde funcionava a antiga Associação Mineira de Paraplégicos (AMP), no Bairro Santa Efigênia, Região Centro-Sul de Belo Horizonte. A Regional Leste da Prefeitura informou que o executivo municipal retomou a posse da área e deve realizar a limpeza no local nos próximos dias.

A designer gráfico Janaína Oliveira trabalha próximo ao local e entrou em contato com a Prefeitura pela primeira fez em novembro de 2011. O alvo da denúncia era a piscina da instituição, que estava abandonada. Com a chuva, ela se enchia de água e sujeira. Segundo ela, a PBH abriu uma solicitação, mas não souberam informar à Janaína se a associação havia sido notificada. Neste mês, a situação se repete e quem mora e trabalha na região teme pela presença do mosquito da dengue no local. “No dia 20 eu liguei de novo e questionei, mas meu cadastro nem estava mais lá. Abri uma nova solicitação e pediram para eu aguardar 10 dias úteis para notificar. A preocupação maior é devido ao surto de dengue na cidade, a gente fica preocupado, estão acontecendo mortes”, afirma.

Veja mais fotos do local


A Regional Leste da PBH informou que o endereço é alvo de várias denúncias de focos de dengue. O imóvel já havia sido notificado e multado por conta da situação e, em uma ocasião, a Vigilância Sanitária entrou no local com o apoio da Polícia Militar (PM). Em 6 de março, a Prefeitura retomou a posse do terreno, que havia sido cedido para a Associação, atualmente desfeita.

Ainda de acordo com a Regional Leste, equipes do setor de Zoonoses estiveram no local há cerca de 20 dias e espalharam larvicida na piscina e em outras partes do imóvel em dosagem máxima, já que a água no local não é utilizada para consumo. Assim, se o volume de água acumulado aumentar com as chuvas, a quantidade do produto evita a criação de focos do mosquito. O efeito do larvicida dura dois meses. Na próxima semana, a equipe vai voltar ao local para fazer a limpeza completa.

Segundo a PBH, agentes depositaram larvicida na piscina e em outras áreas do terreno para evitar a formação de criadouros do mosquito(foto: Janaína Souza/Divulgação)
Segundo a PBH, agentes depositaram larvicida na piscina e em outras áreas do terreno para evitar a formação de criadouros do mosquito (foto: Janaína Souza/Divulgação)


Epidemia

Segundo o o último balanço de março, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, até o momento 123,6 mil casos de dengue foram notificados em Minas Gerais, com 28 mortes. Em Belo Horizonte, uma grávida morreu com sintomas de dengue hemorrágica na Santa Casa.

Esse é o segundo caso suspeito de morte pela doença na capital. O outro é de uma mulher de 58 anos, que morreu na quarta-feira passada no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, um dia depois de ter sido avaliada e medicada em um posto de saúde no Bairro Sagrada Família, Região Leste, onde morava.


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