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Estado de Minas

MP interdita 17 boates e casas de shows em Montes Claros

Uma comissão foi formada na cidade por Bombeiros, promotores, Defesa Civil, Polícia Civil e prefeitura para fiscalizar os estabelecimentos


postado em 01/02/2013 20:09

Dezessete casas de shows, boates e locais de eventos foram interditados em Montes Claros (Norte de Minas) por não cumprirem às regras de segurança exigidas pelo Corpo de Bombeiros ou estarem com o alvará de funcionamento da prefeitura vencido. A decisão foi tomada, nesta sexta-feira à tarde, pelo promotor Felipe Gustavo Caíres, da Curadoria de Defesa do Consumidor, com base em relatório sobre as condições de 19 estabelecimentos, que foram vistoriados por força-tarefa, formada pelo Município, Corpo de Bombeiros e Policia Militar, visando fiscalizar as casas de shows em relação à segurança dos freqüentadores e prevenção de incêndios.

Das 19 estabelecimentos vistoriadas, apenas dois estão regularizadas: o Portal de Eventos e a casa de shows “Novo Skalla”, sendo que este último, somente ontem à tarde conseguiu resolver pendências burocráticas em relação a liberação de alvará na prefeitura. Entre os 17 locais de eventos interditados, o Ministério Publico permitiu que três pudessem funcionar neste fim de semana, porque já estavam com festas de casamento e de aniversário agendadas: a Golden Eventos, a Bela Távola e Casa Bela (festas infantis).

Conforme a decisão do MP, as boates e casas de shows interditadas somente serão reabertas quando se adequarem às normas de segurança e tiverem o alvará de funcionamento da prefeitura. Entre os locais interditados estão as boates “Mr Pub”, “Madre” e “Saint Tropez” (mais conhecidas da cidade, freqüentadas pela classe média alta) e o Automóvel Clube, o mais tradicional da cidade.

Em sua decisão, o promotor Felipe Caíres fez referência até aos tremores de terra registrados em Montes Claros, lembrando que, após um abalo sísmico ocorrido recentemente na cidade (18 de dezembro), houve interrupção do fornecimento de energia, no meio da madrugada, no “horário de pico” de freqüência das boates, aumentando a insegurança dos freqüentadores.


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