
Eles disseram que o estudante entrou no mar durante a queima de fogos, num local conhecido como Acaiaca, apesar dos apelos para que ficasse na praia. O grupo era formado por 18 jovens. Os colegas afirmaram que depois de três horas foi que apareceu uma equipe dos bombeiros da cidade, quando o corpo de Heider já havia retornado à praia, trazido pela maré.
"O rapaz morreu por omissão de socorro. Foi horrível a gente pedir ajuda a tanta gente e ninguém fazer nada para tentar salvá-lo. Eu mesmo chamei os bombeiros pelo telefone, pedi ajuda à Polícia Militar e tentei que o rapaz do som fizesse um apelo para algum bombeiro fazer o socorro, mas de nada adiantou", afirmou um jovem que conheceu Heider durante a virada do ano.
"Apesar de também ser mineiro, não conhecia o rapaz que morreu. Ele era amigo de um amigo meu e acredito que faltou cuidados dos organizadores do evento para informar aos turistas que aquela área da praia não era segura", criticou. A assessoria da corporação justificou a demora, afirmando que as equipes estavam atendendo outras ocorrências de afogamento registradas durante a virada do ano.
Diego Sans, amigo de infância da vítima, disse que Heider estava concluindo o curso de engenharia civil nas Faculdades Kennedy, na Pampulha, em BH. Heider Andrade nasceu em Colatina (ES), mas há mais de 15 morava no Bairro Industrial, em Contagem, com os pais e uma irmã adolescente. “Ele trabalhou como estagiário nas obras do Mineirão. Quando chegou ao fim, disse que iria descansar, viajando para o Nordeste. Éramos amigos de infância, vizinhos. Perdi um irmão”, lamentou Diego. (Com Landercy Emerson)
