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Estado de Minas

Carta escrita por vítima foi fundamental para inquérito contra Maníaco do Anchieta

O ex-bancário Pedro Meyer, de 57 anos, foi indiciado por estupro e atentado violento a pudor


postado em 10/05/2012 10:54 / atualizado em 10/05/2012 13:05

(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)

A chefe da Divisão Especializada de Atendimento da Mulher, do Idoso e do Portador de Deficiência da capital, delegada Margareth Rocha, apresentou nesta quinta-feira detalhes do primeiro inquérito policial que incrimina o ex-bancário Pedro Meyer, de 57 anos, acusado por 16 mulheres de violência sexual. As agressões teriam ocorrido entre 1990 e 1998.

Esse primeiro inquérito trata do estupro de uma menina que tinha 11 anos quando foi atacada em 30 de julho de 1997, no Bairro Cidade Nova, Região Nordeste de Belo Horizonte. Em 28 de março deste ano, Pedro foi reconhecido no Bairro Anchieta por essa vítima, que hoje tem 26 anos. A partir de então, ele foi apontado por outras mulheres como autor de abusos quando elas eram crianças e adolescentes.

Segundo a delegada, uma carta escrita pela menina na época do crime foi fundamental para a solução do caso, que culminou com o indiciamento de Meyer por estupro e atentado violento ao pudor. Margareth Rocha precisou buscar o inquérito de 97, presidido por ela mesma, e que foi arquivado a pedido do pai da vítima.

(foto: Pedro Ferreira/EM DA Press)
(foto: Pedro Ferreira/EM DA Press)
Junto aos documentos, a delegada encontrou a carta com a descrição detalhada do estupro e das características de Meyer. Na missiva, que serviu como depoimento, a criança conta como foi abordada pelo agressor armado na porta de um prédio, local onde foi estuprada. No texto, constam três vezes o nome Pedro, apontado pela garota como estuprador. A vítima descreveu que o homem usava calça jeans, camisa rosa listrada, óculos escuros e boné. Relatou a voz rouca e as violências que sofreu.

Passado e presente

A delegada levou essa carta para um exame grafotécnico, que comparou a letra da vítima no texto com outros escritos dela quando era criança. O teste provou a veracidade do documento, que se tornou elemento fundamental na investigação.

Todas as características descritas no texto são parecidas com as relatadas pelas outras vítimas. Portanto, a polícia vai usar a carta e o inquérito para a ajudar na acusação do ex-bancário em outros casos. Até o modelo do óculos descrito pela menina é o mesmo apreendido na casa de Meyer, em março deste ano.

Provas

Na época do estupro, a polícia apreendeu peças íntimas e roupas da menina que continham vestígios de sêmen. Mas, essas provas desapareceram e, segundo a delegada, poderiam ser usadas na investigação atual. Seria possível fazer hoje um teste de DNA para comparar o material genético de Meyer com as pistas encontradas na vestimenta da garota. Isso ajudaria a comprovar o crime, que para a polícia, já está com bastante evidências.


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