
Bernardo nasceu em um parto que foi adiantado por causa da diabetes da mãe. O pai do bebê, Rodrigo Diniz, informou que o parto aconteceu em uma unidade particular que foi custeada por amigos da família. Como a criança apresentou complicações, às 12h30 de domingo foi cadastrada na Central de Leitos dos SUS, lista usada para organizar a fila de espera por vagas. Às 18h, os pais resolveram deixar a espera e transferiram Bernardo para a Maternidade Octaviano Neves.
Ontem surgiu uma vaga para ele na Santa Casa, onde está internado e passa passa bem. A secretaria esclareceu que Belo Horizonte tem hoje 5.999 leitos, sendo 154 leitos de CIT neonatal. Informou também que, considerando a população da capital e os parâmetros do Ministério da Saúde, não há déficit de leitos de CTI neonatal.
Esse foi mais um desafio para a essa família. O menino Pedro Arthur Diniz Silva, de 8 anos, irmão de Bernardo, mobilizou Minas Gerais por causa de seu problema de saúde, desde que contraiu a meningite bacteriana, ficou tetraplégico e com dificuldades respiratórias. Ele utilizava um tubo atravessado na traqueia, conectado a um equipamento que lhe permitia respirar. Depois de briga na Justiça conseguiu fazer uma cirurgia rara. Foi é a 1ª criança na América do Sul a ter implantado um marca-passo diafragmático para dispensar o uso de respirador mecânico.
