
O ex-guarda municipal Anderson Lúcio da Silva, de 32 anos, acusado de assassinar a ex-sogra e de atirar na ex-namorada, em dezembro de 2007, vai ter um novo julgamento. Ele chegou a ser condenado a 18 anos e oito meses de prisão, 14 anos pelo homicídio qualificado e outros 4 anos e oito meses por tentativa de homicídio qualificado. A Justiça manteve a condenação pelo assassinato, mas anulou a pena por tentativa de homicídio por entender que o Conselho de Sentença do Júri desconsiderou indevidamente o instituto do “arrependimento eficaz”, quando a pessoa, depois de executar o crime, desenvolve nova atividade impedindo a produção do resultado.
Ao sair da casa o acusado, segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) ligou para a irmã dele com o objetivo de providenciar socorro à vítima, que foi atendida pela equipe médica. Para o desembargador Delmival de Almeida Campos, que julgou o recurso da defesa, a prova é totalmente contrária ao que foi decidido pelos jurados. Com esses argumentos, ele decidiu por mais um julgamento para julgar o crime praticado contra Tatiane Alves. O novo julgamento ainda não tem data definida.
A jornalista foi surpreendida pela decisão. “Essa é mais uma oportunidade da Justiça tentar fazer o papel dela, que é punir crimes como esses da forma devida, ou seja, com penas eficazes para que este tipo de crime não volte acontecer”, disse Tatiana.
