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Estado de Minas

Delegada não descarta homicídio culposo em pousada


postado em 24/03/2011 12:39

Dono da pousada explicou o funcionamento do estabelecimento e falou sobre orientação do uso da lareira(foto: Marcelo Santana/EM DA PRess)
Dono da pousada explicou o funcionamento do estabelecimento e falou sobre orientação do uso da lareira (foto: Marcelo Santana/EM DA PRess)

A delegada Elenice Cristine Ferreira responsável pela investigação sobre a morte do casal de namorados Gustavo Lage Caldeira Ribeiro, de 23 anos, e Alessandra Paolinelli de Barros, de 22, trabalha com as hipóteses de homicídio culposo ou acidente. No caso do homicídio, o dono da Pousada Estalagem do Mirante, em Brumadinho, onde os universitários foram encontrados sem vida, seria acusado das mortes por negligência, porém isentado da intenção do crime. A delegada ainda aguarda exames para concluir o inquérito. Ela espera o laudo de engenharia (sobre a lareira do quarto), a necropsia, e o exame toxicológico dos corpos (que verifica presença de álcool e drogas no sangue).

Um laudo preliminar divulgado pela Polícia Civil de Minas Gerais acusou que a dosagem de monóxido de carbono nos corpos do casal estava acima do tolerável. O resultado indicou a presença de carboxihemoglobina na concentração de 62% em Alessandra Paolinelli e de 68% em Gustavo Lage. A exposição, por mais de uma hora, a níveis acima de 60%, de acordo com a perícia, leva a morte rápida.

O dono da pousada, Luciano Drumont, foi ouvido na manhã desta quinta-feira. Ele explicou funcionamento do estabelecimento e esclareceu que dentro de cada quarto existe uma cartilha informando sobre como usar a lareira. Segundo o dono, o documento orienta o cliente a chamar algum funcionário em caso de dúvidas. O proprietário também afirmou que a pousada possui um serviço especializado para vistoria das lareiras.

Às 16h desta quinta-feira a delegada vai ouvir um recepcionista que atendeu o casal na chegada da pousada. Na sexta-feira, Elenice Cristine vai ouvir uma camareira e o gerente do estabelecimento que abriu a porta do quarto de Alessandra e Gustavo quando a Polícia Militar chegou ao local.


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