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Estado de Minas Prada

Diálogos a distância

Marca italiana lança primavera-verão 2021, primeira coleção da dupla Miuccia Prada e Raf Simons que mostra a união de pontos de vista divergentes transformados em bela conversa


25/10/2020 04:00

(foto: prada/divulgação)
(foto: prada/divulgação)


“O desfile da coleção feminina Prada Primavera/Verão 2021 é, por natureza, um diálogo – a coleção de estreia dos codiretores Miuccia Prada e Raf Simons, uma conversa criativa em andamento. Uma proposta inicial, o primeiro exemplo de uma miríade de possibilidades, propõe Prada como parte de um diálogo entre os diferentes pontos de vista de dois colaboradores. Uma definição e, em seguida, uma redefinição de valores e ideologia, uma prova fundamental do significado de Prada.”
 
(foto: prada/divulgação)
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Foi assim que a luxuosa grife italiana definiu sua mais recente coleção: um diálogo próximo entre os criativos Miuccia Prada e Raf Simons no primeiro trabalho que desenvolveram juntos na empresa. A estreia da dupla teve mais um desafio, o cenário atual mundial. Se o diálogo entre eles teve divergência e precisou encontrar o ponto comum, outro desafio foi manter um diálogo próximo com a imprensa e o consumidor, mesmo que a distância, como está sendo imposto pela pandemia. Apesar de tantos percalços, a marca conseguiu superar todos eles, sem perder seu encanto e fascínio sobre os fãs.
 
(foto: prada/divulgação)
(foto: prada/divulgação)
 
 
A dupla conseguiu propor e executar a criação da coleção a partir do ponto de vista de duas pessoas diferentes. Uma definição e, em seguida, uma redefinição de valores e ideologia, uma prova fundamental do significado de Prada. Segundo informaram, nesta temporada, em um período em que a mediação entre tecnologia e humanidade se tornou vital, nos aproximando, mesmo estando separados, a inspiração foi tirada exatamente “dessa fusão inerentemente contemporânea e inevitável”. O processo por trás da coleção foi moldado por essas restrições impostas e necessárias: a moda como reflexo e reação ao tempo em que é inventada. Em um nível mais profundo, a presença indispensável da tecnologia, não só na vida, mas na ação diária, levou a um diálogo diferente entre os criativos e a informação: hoje, a tecnologia é uma parte da própria humanidade.
 
(foto: prada/divulgação)
(foto: prada/divulgação)
 
 
A coleção explora a noção de uniforme, em múltiplas interpretações diferentes desse conceito. Um uniforme de Prada, de uma comunidade, uma representação visual de identidade, de valores compartilhados e abraçados, uma forma de pensar. As roupas são despojadas, refinadas, focadas, sem decoração supérflua: cleans. Calças retas, sobretudos em re-nylon industrial, confeccionados com técnicas de alta-costura, ternos executados em lã. As peças são modeladas ao redor do corpo, e seguradas pela mão. É um gesto inatamente humano que pode ser transformador, traduzido na arquitetura de peças, para cortar e formar a linguagem. As estampas foram criadas por Peter de Potter, colaborador de longa data de Raf Simons, e exploram ideias de pensamento e processo, retornando, novamente, à relação entre informação, tecnologia e humanidade, mas também, de forma mais ampla, do próprio pensamento como primeiro um monólogo interno, então um diálogo externo, outra troca de ideias. Eles são usados para interromper e romper as superfícies uniformes das roupas, como ferramentas gráficas de contraste, às vezes colocadas sobre a impressão Prada de arquivo.
 
(foto: prada/divulgação)
(foto: prada/divulgação)
 
 
Um componente necessário do uniforme é a simplicidade, reduzindo a roupa ao essencial. Um embrulho, uma capa? Um retângulo preciso de tecido, é um resultado lógico desse modo de exploração da redução, um símbolo representativo das considerações gerais da coleção. Os tecidos usados na coleção foram jérsei de t-shirt, fleece, re-nylon, cetim duchesse bordado, tafetá chiné. A intenção foi traduzir as vestimentas em diferentes materiais para mudar nossa leitura, transformando o pragmático em sofisticado e vice-versa. Acrescentar os bolsos às peças é um ato prático, dar utilidade à roupa no diálogo com o corpo humano. Dualidade e pluralidade sempre foram inerentes à linguagem de Prada: justapor diferentes elementos para encontrar uma harmonia paradoxal na dicotomia.
 
(foto: prada/divulgação)
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(foto: prada/divulgação)
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