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Estado de Minas VIDA INTEGRAL

Cooperação

%u201CO preconceito reduz a nossa capacidade de conviver, de refletir, de fazer melhor, de inovar e de partilhar%u201D


postado em 31/05/2020 04:00


 
Em A diversidade: Aprendendo a ser humano, o filósofo contemporâneo Mário Sérgio Cortella escreve sobre temas como preconceito e a intolerância para reafirmar a importância da união em tempos de segregação. “As grandes conquistas da nossa espécie se deram pela cooperação, não pela competição”, é um dos ensinamentos do autor. Publicada pelo selo Littera da Editora 3DEA, a obra traz uma importante discussão sobre os reais impactos na estrutura da sociedade atual, com a intolerância, polarização, hostilidade e o desprezo como objetos de estudo.
 
Trata-se de uma boa indicação de leitura nesta época de excesso de informações, opiniões divididas e pouca aceitação. Cortella explica conceitos básicos para a construção do coletivo saudável. Por meio de estudos, o autor aborda os sintomas que estão presentes em nosso cotidiano e que abalam o convívio saudável de uma sociedade. Pequenas atitudes que se transformam em preconceito, como olhar o outro, mas como estranho, intruso e, muitas vezes, como inferior.
 
A beleza na diversidade, a complementaridade na diferença, a riqueza na intolerância, polarização, hostilidade, desprezo. Esses sintomas presentes em nosso cotidiano se originam, em grande parte, na falta de alteridade. Na atitude de olhar o outro não como outro, mas como estranho, como intruso e, muitas vezes, como inferior. É nessa ambiência que se instala o preconceito, ao qual todos precisamos estar atentos. Porque o preconceito reduz a nossa capacidade de conviver, de refletir, de fazer melhor, de inovar e de partilhar. O livro, escrito originalmente com Janete Leão Ferraz e publicado em 2012 com o nome Escola e preconceito: Docência, discência e decência, agora foi modificado e renomeado, ganhando mais atualidade para o que precisamos fazer com urgência:
 
recusar o biocídio e seguir na busca de uma vida coletiva que reconheça concretamente a beleza na diversidade, a complementaridade na diferença, a riqueza na pluralidade. Há muitos modos de ser humano e o fato de sermos um desses modos não significa que sejamos o único modo de ser.
Com total clareza, também explica as diferenças entre reconhecer e tolerar, conflito e confronto, divergir e anular e o que faz dessas opiniões gatilhos de preconceito e atos de violência. “Durante muito tempo, nós vivemos em uma sociedade na qual o conflito — na família, na escola, na rua — fez parte do nosso dia a dia. Pouco a pouco, em várias instâncias sociais, inclusive na escola, fomos substituindo a noção de conflito pela quase glorificação do confronto. Nessa hora, sim, nós perdemos a paz”, diz Mário Cortella do livro.
 
O filósofo também ressalta que o preconceito abstrai a capacidade de conviver, de refletir, de fazer melhor, de inovar e de partilhar. Mostra ainda que algumas amarras devem ser desfeitas, como recusar o biocídio e seguir na busca de uma vida coletiva que reconheça concretamente a beleza na diversidade, a complementaridade na diferença, a riqueza na pluralidade.
 
A obra foi reformulada para a realidade dos tempos atuais e todos os capítulos de A diversidade: Aprendendo a ser humano permeiam questões sobre os contratempos e disparidades do único verso que existe: a vida. E nela, somos todos iguais.

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