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Estado de Minas

Mailings poderosos

Grandes eventos de Belo Horizonte estão com moças bem relacionadas que se tornaram RPs


postado em 11/11/2018 05:05

Manu Diniz, Graduada em administração com pós em marketing pela Fundação Getúlio Vargas(foto: josef/divulgação)
Manu Diniz, Graduada em administração com pós em marketing pela Fundação Getúlio Vargas (foto: josef/divulgação)



Elas são responsáveis pelo sucesso de um evento, colecionam mailings prestigiados, e cada uma, à sua maneira, busca como organizar uma festa e atrair os convidados. Tatiana Gontijo, Manuela Diniz e Maria Flávia Zech Coelho são moças bonitas, bem-educadas, passaram pela universidade e fizeram cursos complementares. Têm ainda em comum o fato de gostar de conviver com as pessoas e de recebê-las com simpatia e bom humor.


Nenhuma das três programou ser RP e foram aprendendo os meandros do ofício autodidaticamente, a partir de uma primeira experiência que deu certo. Uma coisa puxando a outra, quando deram por si estavam trabalhando no métier. Tatiana Gontijo é a pioneira no setor em BH, com um adendo: ela é um misto de promoteur e RP. Forjada no trabalho desde cedo, era a auxiliar da mãe, dona Zilda, dona das primeiras lojas de importados em Belo Horizonte – primeiro a Saint Honoré, depois a Made by, ambas na Savassi, muito antes de Fernando Collor de Mello abrir o país para as importações.
Formada em administração de empresas nos Estados Unidos, Tatiana viu seu caminho se abrir a partir da comemoração do seu aniversário, em 2001, na boate Josephine. “Quebrei um tabu, foi a primeira festa em uma boate gay de Belo Horizonte, com música maravilhosa, Rogério Flausino como DJ e um percussionista chileno, decoração de bom gosto. Um sucesso. A partir daí as pessoas começaram a me pedir para fazer mais eventos”, relembra.


O próximo passo foi assinar um mailing para as Havaianas para um happening com a MTV. “Encontrava as pessoas, pedia nome, endereço, telefone e fui fazendo meu mailing”, relata. A oportunidade de viajar sempre para o exterior e de estar em contato com as novidades que rolavam por lá, fez com que fosse responsável por eventos que ficaram na memória das pessoas, como as labels Buddha Bar Paris com direito ao DJ Ravin, Café Del Mar Ibiza, Hôtel Costes Paris, Moulin Rouge Ibiza, Cafetões e Cafetinas, que reuniram entre 1.400 a 3.500 pessoas em BH.


Em Miami, promoveu, durante quatro anos, a Miami Five Star, festa de réveillon frequentada por celebridades como Marina Ruy Barbosa, Isabeli Fontana, Ronaldo Fenômeno, Michel Teló, entre outros, e a Paris Museum. Oportunidades ricas para novos relacionamentos e contatos na sua área. “Sou uma pessoa muito comunicativa, gosto de lidar com gente, amo organizar uma festa e convidar pessoas”, informa. Difícil encontrar um evento temático que Tatiana não tenha investido.


Do lado da moda, seu mailing sempre foi requisitado para inaugurações importantes e lançamentos. “Fiz a festa da Lacoste no Museu da Pampulha, trabalhei para marcas do antigo grupo Restoque, como Le Lis Blanc, Bo.Bô, John John, assim como as Havaianas é muita cliente há 10 anos. Fiz também o lançamento da Veja-BH na cidade, entre outras muitas coisas nestes anos de trabalho ”, completa. O segredo para o sucesso de tais empreendimentos, segundo ela, é a captação de patrocínios, parceiros e sócios competentes. “Festas grandes representam riscos, então você tem de se cercar de profissionais responsáveis e confiáveis e não abrir mão da qualidade. É preciso planejar, arquitetar e administrar tudo.”


Há cerca de dois anos e meio, Tatiana tem se dividido entre São Paulo e Belo Horizonte. Lá fez uma fusão com a Agência Haute em dois braços: assessoria geral para casamentos, aniversários, festas de 15 anos e eventos coroporativos premium. “Adoro Belo Horizonte, mas é uma cidade profissionalmente difícil. Em São Paulo, tudo acontece, o dinheiro gira. E já havia feito promoções importantes lá para a Osklen, Capodarte, Shutz, Arezzo.”

Baiana em Beagá Os eventos organizados por Manuela Diniz têm a marca da delicadeza e indicam uma preparação minuciosa no sentido de agradar seus convidados. Seja para um grupo mais restrito de pessoas, como um jantar, ou algo maior, sua preocupação é a mesma: proporcionar uma experiência interessante a quem sai de casa para prestigiá-la.
Detalhista, para Manu, como é conhecida, o ideal é que até hoje todos os convites fossem físicos. “Sei que o uso da tecnologia baniu esse hábito, mas acho que se perdeu muito em termos de glamour e carinho com a praticidade das mensagens por WhatsApp”, comenta a baiana. Foi o casamento com PJ, baixista do Jota Quest, que a trouxe para Belo Horizonte. E a instalou na área da moda.


Graduada em administração com pós em marketing pela Fundação Getúlio Vargas, quando chegou aqui, há 15 anos, o marido era sócio investidor da Le Lis Blanc do Bairro de Lourdes, junto com a tia, Mara Braga, e com o irmão, e ela passou a representá-lo na empresa, responsabilizando-se pela parte administrativa. O trio abriu a loja do Pátio Savassi e trouxe a Animale para a cidade, da qual foi sócia. “Quando o fundo Artésia comprou o grupo Restoque, passou a atuar com lojas próprias, e nós saímos do negócio.”


Depois de uma sociedade com Scheila e Érika Mares Guia, na Mares, e, novamente com Mara Braga, na multimarcas Chanté, ela foi convidada por Marcela e Sílvia Yamaguchi, donas da Mercado e da It, para fazer um evento para elas. “E foi assim que tudo começou, há cerca de dois anos e meio”, rememora Manu.


Sabendo da novidade, o mercado foi absorvendo seu trabalho e, através das indicações, novos clientes surgiram. “Fiquei conhecida na moda, mas atuo em outras áreas também. Fiz a inauguração da Dr. Laser, clínica de estética, da CP Gardens, da Academia People, do SPA Premier, do Salão Platinum Visage, já trabalhei com o Restaurante Capim da Serra”. Na área fashion, atuou ainda na inauguração da loja Renata Campos, onde conheceu Giovane Frasson, consultor da moda. Ele, por sua vez, a indicou para a Forum. A joalheira Cibele Andrade e a Le Lis Blanc também são suas clientes, entre outros.
O que a RP faz questão de deixar claro é que apresenta algumas peculariedades em relação aos concorrentes: ela tem que se identificar com o produto ou serviço que a empresa oferece para aceitar o trabalho. “Ou já sou consumidora ou seria, se fosse o caso. Isso é importante. Meu mailing é fruto do meu relacionamento pessoal. Não é porque conheci a pessoa que vou logo pedindo seu telefone. São pessoas para quem tenho a liberdade de dar um telefonema para fazer o convite. Não faço linha de transmissão por WhatsApp e meu perfil não é a quantidade, mas a qualidade. Nem convido só para fazer volume ou estardalhaço”, explica.


Outra diferenciação: Manu faz questão de montar o evento inteiro, da comida à bebida passando pela música e mimos, visando criar uma experiência diferente que atinja os convidados nos cinco sentidos, gerando memórias afetivas. “O ideal para mim seria fazer um evento por mês, prazo que considero necessário para o planejamento e captação de parcerias. Penso no budget do cliente, na sua expectativa, procuro minimizar cursos. Faço tudo sozinha, então, preciso de tempo para uma boa organização.”

Caçula Maria Flávia Zech Coelho é a caçula desta turma. Na inviabilidade de fazer um curso de moda, o que não era bem visto pelo pai na época, optou por design gráfico, graduando-se nos Estados Unidos. Mas continuou flertando com o fashion, enquanto trabalhava na New 360, agência de Angela Dourado e João Delpino. “Ficava ligada no meio, fiz curso de produção de moda com a Ticha Ribeiro, fiz curso de maquiagem”, conta a mais nova RP da cidade.


Nascida em família bem relacionada, comunicativa e cheia de amigas, era sempre requisitada por elas para comprar um vestido, fazer uma mala, escolher um acessório. “Era uma espécie de personal style delas. Acho que foi isso que me levou até a Iorane do Bairro de Lourdes. Minha função era consultoria externa, com o objetivo de trazer novas clientes para a loja. Fiquei lá três anos.”


O ponto de partida para o trabalho que a ocupa atualmente foi o pedido de Mariana Pentagna Guimarães, da Doux Joalheria, para que ela idealizasse um evento de Páscoa na sua loja. “Chamei a Ticha Ribeiro para montar uma linda mesa, convidei as pessoas. Daí, surgiram outros trabalhos.” A história é recente, nem completou um ano, e Maria Flávia confessa que já aprendeu muito nesse período. “Não parei desde então. Tenho contado com a ajuda de muita gente, como a Mariana Hardy, outra amiga querida, que me dá vários toques e conselhos.”


Porém, a RP ainda não se acostumou com os percalços do oficio e confessa que, às vezes, perde o sono na véspera de um evento, pensando se os seus convidados comparecerão. “É muita responsabilidade, contratam você e querem resultados. E as pessoas em Belo Horizonte têm uma cabeça meio fechada para o novo, algumas não gostam de aparecer. É bem difícil tirar o mineiro de casa”, conclui.


Contudo, tem encontrado apoio entre lojistas importantes, como Zezé Duarte e Liliane Rebehy, da Coven. Divertida, ela conta seu processo de seleção de convidados. “Para fazer meu mailing, recorro ao Facebook, Instagram, tem os amigos do meu pai, da minha mãe, colegas antigas do Loyola antigas, tem até gente do Cabeças de Prata (projeto do Minas Tênis Clube que reúne sócios a partir dos 60 anos). Não dá para ficar repetindo, cada tipo de evento requer um público. ”
Mas, segundo a RP, esta tem sido a oportunidade perfeita para novos conhecimentos, como o que ela fez, recentemente, com a empresária Alice Ferraz em passagem pela cidade. “Reuni uma turma de mulheres para uma palestra que ela fez na Bárbara Bela”, relata.


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