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Estado de Minas FILHO MAIS NOVO

Escolha da raça deve levar em conta perfil da família

Consultar um veterinário, adestrador ou criador nesse momento pode ser um bom começo para acertar


postado em 09/05/2015 06:13 / atualizado em 09/05/2015 07:32

Para o veterinário Fernando Bretas, todo cão é bom, desde que se adapte ao seu estilo de vida(foto: Cristina Horta/EM/D.A Press)
Para o veterinário Fernando Bretas, todo cão é bom, desde que se adapte ao seu estilo de vida (foto: Cristina Horta/EM/D.A Press)

Eu, você, dois filhos e um cachorro! Para quem topou a proposta de família desenhada na música do sertanejo Luan Santana, é hora de avançar para um segundo passo: a escolha do peludo ideal para quem já mora na casa. E o que não faltam são opções. É bom observar detalhes como o espaço disponível para o animalzinho e o perfil das pessoas com as quais ele vai conviver. Vai ser um cão de guarda? Fazer companhia para idosos ou crianças? Acompanhar o dono nas atividades físicas? Feita essa análise, é só se informar sobre o porte e o temperamento do pet e abrir as portas para ele. Consultar um veterinário, adestrador ou criador nesse momento pode ser um bom começo para acertar.


Para quem é estreante, o veterinário Fernando Bretas, professor da UFMG e juiz de exposições caninas, dá algumas dicas que devem ser levadas em conta e lembra que todo cão é bom, desde que se adapte ao seu estilo de vida. “Ter o pelo mais longo ou curto pode influenciar na escolha, principalmente para quem mora em apartamento ou é alérgico. Tem que ver se ele é muito agitado, se late muito, é mais obediente ou independente. Outra coisa  é a longevidade da raça e a possibilidade de ocorrência de doenças genéticas que podem determinar problemas no futuro.”

Pessoas que tenham alergia, por exemplo, devem optar por cães de pelagem curta, como foxter terrier brasileiro e o pinscher. Já o pug deve ser evitado, pois solta muito pelo, assim como labradores e os golden retrievers. As pequenas raças de companhia, como poodle, yorkshire, maltês, shih-tzu, lhasa apso e pequinês, se adaptam a espaços pequenos e podem ser boas opções para quem tem criança em casa. A recomendação do veterinário é que crianças com menos de 7 anos não tenham um cão, para evitar transtornos.

Para o veterinário Marcos Xavier Silva, professor da UFMG, escolher um cachorro pela raça dá ao novo dono a vantagem de saber que ele tem chance de responder a um temperamento pré-estabelecido. Por exemplo, apesar do tamanho e da aparência, o boxer é uma raça consagrada internacionalmente como a melhor para conviver com crianças. Também são indicados os cães pastores, como o pastor-alemão. “Eles têm como índole conviver com grupos. Já o pinscher é agitado e menos tolerante, o que pode causar problema”, afirma.

O QUE OBSERVAR
Algumas raças recomendáveis

Para crianças

Boxer, cães pastores e de companhia, como poodle, yorkshire, maltês, lhasa apso e pequinês. Evitar pinscher

Casas grandes
Os cães de guarda, como fila brasileiro e rottweiler, e os de porte gigante, como mastiff inglês, napoliano e dog alemão

Casas pequenas
Cães de pequeno porte e temperamento mais tranquilo, como yorkshire, maltês e whippet, e os treinados

Para idosos
Collie (lessie), pastor-alemão, akita e algumas raças de companhia como yorkshire, schnauzer e bichon frisé

Para os esportistas
Labrador e golden retriever

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