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Estado de Minas 2011

Crédito na praça

Bancos, comércio e empresa pública também se valorizam


postado em 18/10/2011 10:10 / atualizado em 07/11/2012 19:59

Uma das novidades do estudo sobre as marcas mineiras de maior prestígio este ano foi a inclusão dos bancos entre as empresas pesquisadas. O resultado mostrou avaliação satisfatória das três instituições sediadas no estado, com destaque para o BMG, 14º colocado na classificação geral, seguido pelo Mercantil do Brasil, em 18º, e pelo Banco Rural, em 32º. No caso dos dois primeiros, a ênfase na oferta de crédito consignado a pessoas físicas, modalidade de empréstimo com desconto em folha salarial, pode explicar, em parte, o relativo sucesso de imagem dos bancos na percepção dos consumidores.

O Grupo BMG, criado na década de 30, voltou a se destacar, em termos de imagem, a partir do final da década de 90, quando ingressou no mercado de crédito consignado, do qual detém, atualmente, fatia de 16% de um bolo dividido por cerca de 60 instituições financeiras no país. Outra estratégia, dessa vez de marketing, que ajuda a entender a boa aceitação da marca BMG é a opção do banco por concentrar a maior parte de suas verbas de divulgação em uma das maiores paixões nacionais: o futebol. Isso vem acontecendo desde 2008, quando a instituição começou a trocar dispendiosos e nem sempre eficientes anúncios publicitários na TV, por exemplo, pelo patrocínio aos principais times do futebol nacional. No atual Campeonato Brasileiro, o BMG está presente nas camisas de 19 equipes, dez delas da primeira divisão e donas de grandes torcidas.

Com 68 anos de existência, o Mercantil do Brasil, que também tem direcionado seus negócios cada vez mais ao segmento de pessoas físicas, com especial atenção ao crédito consignado, vê consolidada, com a boa avaliação da marca no estado, sua estratégia de atuação. Segundo
a direção do banco, o aumento das operações, de 21,5%, entre julho de 2010 e julho deste ano, foi impulsionado justamente pelo segmento de pessoas físicas, que alcançou R$ 2,3 bilhões. Já o Banco Rural, instituição familiar criada em 1964 e das mais tradicionais do setor financeiro em Minas e no país, segue em direção contrária: nos últimos dois anos, vem reduzindo sua participação no mercado de crédito consignado.

SUPERMERCADOS
Outra novidade da segunda pesquisa Troiano/Ideia foi a modificação das categorias relativas ao comércio. O que no Comércio varejista, nesta edição foi definido apenas como Varejo. Nesse caso, entraram apenas grandes supermercados e uma empresa de importação e exportação (Brasif), com sede no estado. Já a categoria Comércio atacadista deixou de existir e a única organização
que representou o segmento em 2010, o Atacadista Martins, foi transferida para outro grupo mercadológico, denominado Diversos.

Dessa forma, Supermercados Bretas foram o primeiro colocado no setor de Varejo, depois da vice-liderança obtida na última pesquisa, atrás da Araujo. A posição da empresa no ranking geral, no entanto, caiu da 13ª para a 17ª colocação. Mas ela ficou em nono na dimensão Qualidade de produtos e serviços, subindo uma colocação em relação ao ano passado.

O segundo colocado no segmento foi o Supermercado BH, vice-líder também no ranking supermercadista mineiro e 28ª na classificação geral das marcas de maior prestígio no estado. A empresa, originada em Santa Luzia, na Grande BH, em 1996, com uma loja, tem hoje 110 pontos de venda e 8,5 mil empregados. Já o terceiro lugar da categoria ficou com o Supernosso (40º colocado na lista geral) e o quarto, com Brasif (47º).

DIVERSOS
No segmento Diversos, das três empresas incluídas a que obteve a melhor colocação foi o Atacadista Martins, de Uberlândia, líder nacional no setor de fornecimento de uma ampla variedadede produtos para grandes, médios e pequenos varejistas. Familiar e fundada em 1957 a partir de um pequeno armazém por Alair Martins – até hoje, aos 77 anos, à frente dos negócios –, a empresa foi a 20ª do ranking geral, mesma posição do estudo de 2010. Já no segmento de serviços públicos, três empresas integraram o estudo e a Gasmig ficou em 30º lugar, atrás da Cemig e da Copasa integrantes do top 10.

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