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Estado de Minas

Quase um quarto dos alunos de 15 a 17 anos estão fora da escola em MG

A conclusão do ensino médio na idade adequada ainda é um desafio, como mostra o relatório


postado em 25/06/2019 18:56 / atualizado em 25/06/2019 19:51

O Anuário Brasileiro da Educação Básica 2019 usa como base dados do Ministério da Educação(foto: Pixabay/Reprodução )
O Anuário Brasileiro da Educação Básica 2019 usa como base dados do Ministério da Educação (foto: Pixabay/Reprodução )
O percentual de jovens entre 15 e 17 anos matriculados nas escolas subiu de 88,6% para 91,5%, nos últimos seis anos. Mas, apesar desse aumento, o Brasil está longe das metas de inclusão. Apenas 68,7% dos estudantes dessa faixa etária estão no ensino médio. Os dados estão no Anuário Brasileiro da Educação Básica 2019, divulgado nesta terça-feira pelo movimento Todos pela Educação, em parceira com a Editora Moderna. Em Minas, o número de alunos matriculados saiu de 65,9%, em 2012, para 75,7, ano passado.

 


A conclusão do ensino médio na idade adequada ainda é um desafio, como mostra o relatório. Em 2018, apenas 63,6% dos jovens de 19 anos matriculados concluíram o ensino médio. Em 2012, 51,7% dos jovens de 19 anos haviam concluído essa etapa do ensino. O estado ficou abaixo da média nacional, com 62,4% de concluintes na idade esperada.

"É um avanço estatisticamente significante, mas ainda tímido. O modelo que temos acaba fazendo com que adolescentes e jovens saiam da escola e, mesmo os que frequentam a escola, não veem um ambiente atrativo para seguir e encaixar a ideia de escolarização do ensino médio nos seus projetos de vida", disse o coordenador de projetos do Todos pela Educação, Caio Callegari.

O Anuário Brasileiro da Educação Básica 2019 usa como base dados do Ministério da Educação e traz análises sobre os temas das 20 metas do PNE que foi sancionado em 2014 e estabelece metas para melhorar a educação até 2024. A meta relativa ao ensino médio era universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de 15 a 17 anos e elevar, até o fim do período de vigência do plano, a taxa líquida de matrículas para 85%.

"Boa parte das desigualdades educacionais está relacionada a desigualdade de financiamento tanto em relação a garantia de recursos mínimos quanto a gestão de recursos. Estamos dando menos recurso para quem tem que corrigir um passivo histórico de investimento em educação", disse Callegari.


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