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Estado de Minas

Inscrições para o Sisu vão até sexta; Minas oferece 19 instituições

Alunos que fizeram Enem encaram sistema lento para disputar uma vaga no Sistema de Seleção Unificada


postado em 23/01/2019 06:00 / atualizado em 23/01/2019 07:58

Fernanda Carolina quer fazer medicina na UFMG e não quer saber de segundo caminho para não perder a chance de reclassificação(foto: Marcos Vieira/EM/DA Press)
Fernanda Carolina quer fazer medicina na UFMG e não quer saber de segundo caminho para não perder a chance de reclassificação (foto: Marcos Vieira/EM/DA Press)


Hora de mais uma batalha para quem está de olho numa vaga em instituição pública de ensino superior. Depois de enfrentar a primeira rodada ao lado de milhões de participantes, quem fez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) tem até sexta-feira para disputar uma vaga no Sistema de Seleção Unificada (Sisu). As inscrições foram abertas ontem com lentidão no programa. Minas Gerais tem o maior número de instituições a oferecer graduações pelo sistema. São 19 no total, entre universidades federais (11), estaduais (2), institutos federais (5) e o Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG).


O Sisu oferece na primeira edição deste ano 235.461 vagas, distribuídas em 129 instituições de educação superior. A inscrição é feita exclusivamente pela internet, devendo o candidato acessar a página eletrônica do sistema (sisu.mec.gov.br) com o número de inscrição e senha do Enem. As vagas são para estudantes que fizeram o Enem 2018 e tiveram nota superior a zero na prova de redação. Ao se inscrever, o candidato deve fazer até duas opções de curso, especificando, em ordem de preferência, a instituição de educação superior pretendida, local de oferta, curso e turno, e a modalidade de concorrência.


Também pela página do Sisu na internet é possível ao candidato acompanhar a inscrição, ter acesso às classificações parciais e notas de corte, ver o resultado final e a lista de aprovados. Outra opção é baixar o aplicativo do Sisu, disponível para Android e iOS. A novidade desta edição é que candidatos selecionados na chamada regular, em primeira ou segunda opção, não poderão mais participar da lista de espera. Já os inscritos não selecionados na chamada regular poderão escolher, para a lista de espera, a primeira ou a segunda opção informada. Antes era possível apenas a primeira opção.


Cuidar do psicológico, acompanhar a evolução das notas de corte ao longo desses dias, saber o quer realmente e não mudar de faculdade ou opção de um dia para outro para não sair do páreo. Essas são as orientações do professor Alexandre Azevedo, idealizador da Fábrica D, plataforma de educação on-line voltada para Enem e vestibulares, a quem vai enfrentar esta semana o sobe e desce do Sisu. Para ele, o importante é pensar no quanto se quer ou não uma carreira e a ter “sangue frio” nesses momentos decisivos. Para a pessoa que tem muita certeza do que quer e tem determinado curso e faculdade específicos, a recomendação é fazer logo a inscrição, uma vez que outra possibilidade não vai agradar. Para outros, pode ser interessante jogar com a nota de corte, que é um parâmetro, embora não definitivo. Por meio dela, é possível saber o quanto se está bem ou mal na classificação.


“Ocorre muito o efeito rebote. Conheço caso de aluno que estava em 50º excedente, mas só queria medicina naquele lugar. Mas os outros 49 começaram a mudar e, no último dia, ele entrou. Muitos vão se apavorar com o resultado do primeiro dia e migrar”, afirma. Outra dica para quem não entrar na primeira chamada é acompanhar a lista de espera, que é divulgada no site da própria faculdade. “Muitos esquecem de conferir se houve segunda, terceira, quarta ou mais chamadas e perdem a vaga”, diz. O professor recomenda ainda se informar sobre a reputação e a classificação de outras faculdades e dos cursos oferecidos por elas. “Os estudantes, muitas vezes, estabelecem um rol de faculdades e se esquecem de outras excelentes que deixam de lado e onde poderiam passar de primeira”, relata.


NOTA MIL A estudante Fernanda Carolina Santos Terra de Deus, de 18 anos, sabe bem o que quer: medicina na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já conversou com os pais e com o cursinho pré-vestibular onde estudou e, com boas chances de ser aprovada, não terá segunda opção, até mesmo para não perder a chance de uma reclassificação na Federal. Ela não vê a hora de cravar a inscrição. Ontem, passou o dia tentando, mas foi impedida pela lentidão do sistema. A garota aposta no conjunto de boas notas e nas pontuações de matemática e redação paras desbancar os adversários. Na produção de texto, ela foi uma entre os 55 participantes do Enem a tirar nota mil.


Fernanda, que se formou no ensino médio no Colégio Militar de Belo Horizonte e fez preparatório no Bernoulli, faz parte de um seleto grupo de 14 mineiros a cravar pontuação máxima na produção de texto. No total, 55 participantes em todo o país tiraram nota mil. A maioria é mulheres, que escreveram 42 das redações, com média de idade de 18 anos, e mineiras ou cariocas. Minas Gerais e Rio de Janeiro foram os estados com o maior número de representantes (14 cada um). 


A notícia inesperada alegrou toda a família. “Eu fazia duas redações por semana. As professoras davam muitas ideias de repertório e focavam na estrutura. O apoio do cursinho e meu próprio esforço deram bons frutos”, diz. A jovem atribui o bom desempenho à preparação e à bagagem de conhecimento adquirida ao longo do ensino médio e na preparação para o Enem. “Foi um processo de autoconhecimento durante o ano, porque aprendi em qual ponto deveria melhorar”, relata. Na hora “H”, contou a estrutura de texto. “Essa é parte fundamental no exame. Se tivermos bons argumentos, mas não soubermos pôr tudo na forma que o Enem quer, a nota cai.”

 

 

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