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Estado de Minas

Reitor da UFMG pede cautela em relação a rankings da educação superior

A UFMG, em Belo Horizonte, e a Unifei, em Itajubá, são as únicas mineiras que figuram no seleto grupo das 800 melhores universidades do mundo, avaliadas pela Times Higher Education


postado em 06/09/2017 06:00 / atualizado em 06/09/2017 08:11

A Universidade Federal de Minas Gerais segue na lista, mas reitor não considera os critérios justos (foto: Rodrigo Clemente/EM/DA Press - 21/10/2014)
A Universidade Federal de Minas Gerais segue na lista, mas reitor não considera os critérios justos (foto: Rodrigo Clemente/EM/DA Press - 21/10/2014)
Apenas 10 universidades brasileiras aparecem no ranking das 800 melhores instituições do mundo. A lista, divulgada ontem, é da publicação inglesa Times Higher Education (THE), uma das mais respeitadas avaliações de ensino superior, feita anualmente. O Brasil perdeu duas universidades em relação ao ano passado, quando 12 constavam nessa relação. Entre as mineiras, somente duas figuram no seleto grupo deste ano: as universidades federais de Minas Gerais (UFMG), de Belo Horizonte, e a de Itajubá (Unifei), no Sul do estado.

O ranking analisa as instituições individualmente, até a posição de número 200. A partir disso, deixa de considerá-las de forma única e passa a considerá-las por grupos. No Brasil, a queda vem se acentuando nos últimos anos. Em 2016, a lista contava com 18 brasileiras entre as 800 melhores universidades. A Universidade de São Paulo (USP) segue como a primeira do país, em um grupo que está entre as 251 e as 300 melhores universidades e se mantém no mesmo pelotão do ano passado.

No caso de Minas, a perda de posições chama a atenção. Naquele ano, o grupo que vai da 601 até as 800 melhores tinha, além da UFMG, as federais de Viçosa (UFV), na Zona da Mata, e de Lavras (Ufla), também no Sul do estado. Ano passado, a UFMG se manteve na mesma faixa, ao passo que UFV e a Ufla caíram para a faixa superior às 800 com o melhor desempenho, junto com a Federal de Ouro Preto (Ufop). No levantamento apresentado ontem, as instituições do interior de Minas pularam para o grupo com posição superior a 1001.

DÚVIDA O reitor da UFMG, Jaime Ramírez, pediu cautela em relação a rankigns da educação superior, durante entrevista no 7º Seminário internacional universidade, sociedade, Estado: o papel das universidades públicas no cenário atual, ontem, no câmpus Pampulha, em BH. “Não sou muito admirador desse tipo de listagem, pois comparam universidades de 700 anos de existência com outras bem mais novas. Os parâmetros são feitos para privilegiar instituições da Europa e dos Estados Unidos, que sempre aparecem entre as primeiras.”

Quando questionado se a crise orçamentária pela qual passam as universidades do país na qualidade medida impactou nos resultados para que instituições perdessem posições, Jaime Ramírez disse que, se permanecer o cenário de redução de recursos, todas vão sofrer a médio e longo prazos. “Isso ocorrerá certamente se não houver mudanças e investimentos nas universidades e na ciência e tecnologia.”

A avaliação do THE considera aspectos de ensino, pesquisa, a transferência de conhecimento e internacionalização. De acordo com a publicação, os top 1 mil representam não mais que 5% das 20 mil instituições de ensino superior mundo afora.

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