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Estado de Minas

Três chapas concorrem à Reitoria da UFMG

A gestão do próximo reitorado vai de 2018 a 2022 e terá que enfrentar cenário de crise. Chapas serão homologadas em 19 de setembro


postado em 12/09/2017 09:24 / atualizado em 12/09/2017 11:11

(foto: Alexandre Guzanshe/EM/DA Press - 20/02/2014)
(foto: Alexandre Guzanshe/EM/DA Press - 20/02/2014)
A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) divulgou, nessa segunda-feira, quais as três chapas inscritas para a eleição do próximo reitorado (2018-2022). As chapas serão homologadas em 19 de setembro.

Segundo a instituição, pela ordem, foram inscritos os candidatos Renato de Lima Santos, da Escola de Veterinária (reitor) e Carmela Maria Polito Braga, da Escola de Engenharia (vice-reitora); Sandra Regina Goulart Almeida, da Faculdade de Letras (reitora), e Alessandro Fernandes Moreira, da Escola de Engenharia (vice); Andrea Mara Macedo, do Instituto de Ciências Biológicas (reitora), e Paula de Miranda Ribeiro, da Faculdade de Ciências Econômicas (vice).

A Comissão Eleitoral poderá receber recursos ou pedidos de impugnação até as 17h do dia 18 de setembro, primeiro dia útil após cinco dias corridos do último dia das inscrições, que foi na segunda-feira, 11.

No dia 19 de setembro, às 9h, as chapas serão homologadas; às 11h, ocorrerá o sorteio dos números das chapas, na sala 4003, quarto andar do prédio da Reitoria, que abriga a Comissão Eleitoral. Aindad e acordo com a UFMG, a consulta para elaboração de lista tríplice será realizada nos dias 8 e 9 de novembro. Se houver necessidade, o segundo turno ocorrerá nos dias 21 e 22 do mesmo mês. Para mais informações, o telefone é 3409-4426, e o e-mail, comissaoeleitoral2017@ufmg.br.

Os vencedores terão o desafio de administrar a Federal em meio a um cenário de crise. Em 6 de agosto, a reportagem do Estado de Minas mostrou que o orçamento de 2017 é  aproximadamente 10% menor do que foi em 2016. São R$ 173,2 milhões, contra R$ 191,8 milhões. “Além de ser menor, está contingenciado. O governo liberou 85% e, se não autorizar os 15% restantes, não só a UFMG, mas todas as outras federais vão entrar em situação grave até o fim do ano”, avisou o atual reitor, Jaime Arturo Ramírez, afirmando que ainda não há qualquer sinalização da União para solucionar o problema.

Oito das 10 obras da UFMG estão paradas. Só não faltam insumos básicos, como materiais de higiene, de limpeza e do dia a dia de laboratórios e salas de aula, porque a universidade fez uma provisão para essas despesas no início deste ano. Ainda sobre a situação, Ramírez foi categórico: “A situação é dramática, extrema, muito grave”.  (Com informações de Junia Oliveira)

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