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Estado de Minas

Julgamento de Bola por morte de motorista em BH começa com três horas de atraso

O réu, que foi condenado pela morte de Eliza Samudio, ex-mulher do goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza, será julgado pelo assassinato do motorista Devanir Claudiano Alves. O crime aconteceu em 2009


postado em 10/04/2019 13:49 / atualizado em 10/04/2019 13:55

O julgamento de Bola acontece no 3º Tribunal do Júri(foto: Renata Caldeira / TJMG )
O julgamento de Bola acontece no 3º Tribunal do Júri (foto: Renata Caldeira / TJMG )

Depois de três horas de atraso, teve início o julgamento do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola. O réu, que foi condenado pela morte de Eliza Samudio, ex-mulher do goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza, será julgado pelo assassinato do motorista Devanir Claudiano Alves. O crime aconteceu em 2009 no Bairro Juliana, na Região Norte de Belo Horizonte. A motivação, segundo as investigações, seria devido a vítima ter um relacionamento extraconjugal com a companheira do comerciante Antônio Osvaldo Bicalho, também acusado por ser mandante do crime.

O julgamento estava marcado para começar 9h no 3º Tribunal do Júri de Belo Horizonte. Porém, sofreu atraso devido ao não comparecimento de testemunhas. Como a defesa e a acusação consideraram importante a presença dessas pessoas para a elucidação do caso, a juíza que preside a sessão determinou a condução coercitiva.

Três horas depois elas chegaram e o júri teve início. Ao todo, oito pessoas serão ouvidas antes do depoimento de Bola e Antônio. Em seguida, será feito o debate entre os representantes da defesa e de acusação. Depois, o conselho de sentença vai se reunir de decidir pela condenação ou absolvição dos réus. A previsão é que a sessão siga até a noite desta quarta-feira.

Segundo as investigações da Polícia Civil, o assassinato aconteceu na noite do dia 27 de julho de 2009perto da casa da vítima, que estava acompanhada de sua filha. O comerciante Osvaldo Bicalho, que a exemplo de Bola era criador de cães de raça, teria descoberto que Devanir mantinha relações amorosas com sua mulher. Bicalho, então, teria combinado com o ex-policial a morte do rival, fazendo pagamento em armas e cães.

Ainda de acordo com as acusações, por ocasião do homicídio, a filha da vítima e uma testemunha, cujo nome não foi revelado, deram uma descrição do assassino semelhante às características físicas de Marcos Aparecido. Os dois contaram que Devanir Alves caminhava próximo à casa dele quando Marcos, que já via sido visto na cena do crime várias vezes, o chamou pelo nome. Ao olhar para trás e responder ao chamado, Devanir foi morto sem chance de defesa, com três tiros na cabeça.

Entre as provas técnicas, foi constatado que logo após a execução, Bola ligou para Antônio Bicalho. Com a prisão de Marcos Aparecido durante as investigações sobre o suposto desaparecimento e morte de Eliza Samudio, ex-namorada do goleiro Bruno Fernandes, a filha de Devanir e a testemunhas reconheceram as imagens dele na televisão como sendo as do assassino. Posteriormente foi feito o reconhecimento oficial.

Outras condenações


Marcos Aparecido está preso na Casa de Custódia da Polícia Civil, em Belo Horizonte. Bola foi condenado em 2013, pelo desaparecimento e morte de Eliza Samudio, ex-namorada do goleiro Bruno, em julho de 2010. Ele foi apontado como o executor da vítima.

Em julho de 2016, Bola foi condenado a 12 anos de prisão, em regime fechado, pelo assassinato do carcereiro Rogério Martins Novelo. O crime ocorreu em maio de 2000, em Contagem, na Grande BH. O ex-policial civil, havia sido absolvido do crime contra o carcereiro em 7 de novembro de 2012, quando foi a júri popular. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) recorreu e um novo julgamento foi realizado.

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