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Estado de Minas

Bola vai voltar ao banco dos réus por assassinato de motorista

Crime ocorreu em 2009 no Bairro Juliana, Região Norte de Belo Horizonte. Homem que seria o mandante da execução também será julgado, segundo o Fórum Lafayette


postado em 16/03/2017 12:03 / atualizado em 16/03/2017 12:09

(foto: Renata Caldeira/TJMG - 27/04/2013)
(foto: Renata Caldeira/TJMG - 27/04/2013)
Em 1º de junho, o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, que cumpre pena pela morte de Eliza Samudio, volta ao banco dos réus pela morte de um motorista em 2009 no Bairro Juliana, Região Norte de Belo Horizonte.

O júri popular será realizado no 1º Tribunal do Júri. Antônio Osvaldo Bicalho, que seria o mandante do crime contra Devanir Claudiano Alves, também será julgado na ocasião, conforme o Fórum Lafayette.

Segundo as investigações da Polícia Civil, o assassinato aconteceu na noite do dia 27 de julho de 2009perto da casa da vítima, que estava acompanhada de sua filha. O comerciante Osvaldo Bicalho, que a exemplo de Bola era criador de cães de raça, teria descoberto que Devanir mantinha relações amorosas com sua mulher. Bicalho, então, teria combinado com o ex-policial a morte do rival, fazendo pagamento em armas e cães.

Ainda de acordo com as acusações, por ocasião do homicídio, a filha da vítima e uma testemunha, cujo nome não foi revelado, deram uma descrição do assassino semelhante às características físicas de Marcos Aparecido. Os dois contaram que Devanir Alves caminhava próximo à casa dele quando Marcos, que já via sido visto na cena do crime várias vezes, o chamou pelo nome. Ao olhar para trás e responder ao chamado, Devanir foi morto sem chance de defesa, com três tiros na cabeça.

Entre as provas técnicas, foi constatado que logo após a execução, Bola ligou para Antônio Bicalho. Com a prisão de Marcos Aparecido durante as investigações sobre o suposto desaparecimento e morte de Eliza Samudio, ex-namorada do goleiro Bruno Fernandes, a filha de Devanir e a testemunhas reconheceram as imagens dele na televisão como sendo as do assassino. Posteriormente foi feito o reconhecimento oficial. (Com informações de João Henrique do Vale)

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