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Estado de Minas

Juíza do Caso Bruno diz que encontro do corpo de Eliza pode ser alento para família

Para a magistrada, se a polícia achar os restos mortais, após declarações de Jorge Rosa Sales, não haverá grandes mudanças no processo


postado em 25/07/2014 08:41 / atualizado em 25/07/2014 16:22

(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)

A juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, que presidiu o julgamento dos réus do Caso Bruno, falou na manhã desta sexta-feira sobre a expectativa pelas buscas do corpo de Eliza Samudio, depois das novas declarações de Jorge Rosa Sales.

Enquanto a Polícia Civil se mobiliza na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para iniciar os trabalhos, a magistrada acha pouco provável que os restos morais serão encontrados. Para ela, o achado poder ser apenas um alento para a família da jovem que terá a oportunidade de sepultá-la, mas juridicamente não haverá grandes mudanças no processo. A juíza falou em entrevista à TV Record.

O goleiro Bruno Fernandes está condenado pelo crime, assim como o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o amigo de Bruno Luiz Henrique Romão, o Macarrão, e Fernanda Gomes, ex-namorada do goleiro.

A trama sobre o corpo de Eliza é o único ponto que não se encerrou na história. Mesmo com as condenações, o mistério sobre a destinação dos restos mortais continuou. Veja o histórico de buscas ao corpo da jovem em Minas:

Procura em vão

Desde 24 de junho de 2010, quando surgiram as primeiras denúncias sobre o sumiço de Eliza Samudio, a polícia fez várias tentativas de achar o corpo

26 de junho de 2010
Policiais e bombeiros levaram pás e enxadas para o Condomínio Turmalina, em Esmeraldas, no sítio de Bruno. Eliza foi vista lá pela última vez. Sem mandado de busca e apreensão, só puderam iniciar a procura no dia seguinte. Policiais voltaram ao local em julho e em outubro.

29 de junho de 2010
Denúncias levaram policiais à Mata das Abóboras, em Contagem. A busca foi inútil, pois nenhum corpo foi encontrado.

7 de julho de 2010
Bombeiros foram à Lagoa Suja, no Bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves, depois de uma ligação anônima. Somente na manhã daquele dia, o Disque-Denúncia mineiro recebeu mais de 40 informações sobre o possível paradeiro de Eliza.

7 de julho de 2010
A casa do ex-policial Marcos Aparecido, o Bola, foi alvo de uma varredura, com base no depoimento de Jorge, primo de Bruno, de que o corpo de Eliza havia sido dado a cães no imóvel.

9 de julho de 2010
Foi a vez das buscas se estenderem ao sítio alugado por Bola, em Esmeraldas, onde ele dava treinamento a policiais.

3 de novembro de 2010
Com base em informações de que, no dia do crime, Bola fez ligações próximo ao Parque Lagoa do Nado, no Bairro Planalto, o local foi alvo de varreduras nas matas e na lagoa por dois dias, com ajuda de oito bombeiros mergulhadores.

22 de junho de 2012
Uma carta e um telefonema anônimo para a mãe de Eliza e o advogado da família apontavam que o corpo teria sido jogado num poço numa propriedade nos fundos do Parque Lagoa do Nado. Moradores vizinhos ao local se arriscaram em buscas improvisadas, mas a polícia descartou a denúncia.

28 de agosto de 2012

Uma denúncia anônima levou equipes da polícia e bombeiros a nova busca no Condomínio Turmalina, em uma área na entrada do sítio que pertenceu a Bruno, em Esmeraldas. Com o julgamento e condenação dos envolvidos na trama, não houve novas denúncias sobre o paradeiro do corpo de Eliza até ontem, quando o primo do goleiro disse saber o local.

Entrevista para Rádio Tupi, do Grupo Diários Associados:


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