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Estado de Minas

Dalledone diz que abandonou a defesa do goleiro Bruno

O advogado protocolou sua saída na tarde desta terça-feira no Tribunal de Jsutiça de Minas Gerais (TJMG)


postado em 06/12/2011 20:32 / atualizado em 06/12/2011 20:50

O advogado Cláudio Dalledone desistiu de defender o goleiro Bruno Fernandes, acusado pelo desaparecimento e morte de Elisa Samudio. Segundo o Dalledone, a incompatibilidade entre a autodefesa e a defesa técnica foram os principais motivos para a renúncia. “Eu não consigo vislumbrar a tese de que não havendo corpo não há crime. Me baseio na negativa da autoria”, afirma.

Mesmo com sua saída, o advogado, que está no caso desde de novembro de 2010 quando assumiu a defesa do jogador depois da saída do polêmico Ércio Quaresma, torce para que Bruno seja inocentado. “O Bruno já estava sabendo da minha decisão. Mesmo fora, continuo afirmando que ele é inocente e merece ser inocentado”, disse Dalledone. Segundo o advogado, sua saída já foi protocolada no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

Relembre o caso

De acordo com o inquérito, Eliza e a criança, suposto filho do goleiro, foram sequestrados por Luiz Henrique Romão e Sérgio Rosa Sales, primo de Bruno, no Rio de Janeiro, e trazidos para o sítio do atleta, em Esmeraldas, na Grande BH, em 4 de junho. A vítima teria sido mantida em cárcere privado até o dia 10, quando teria sido morta em outro local. O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, é apontado como o executor. A criança foi entregue à ex-mulher, Dayanne de Souza.

Bruno, Macarrão e Sérgio respondem por sequestro e cárcere privado (pena de 1 a 3 anos), homicídio qualificado ( 12 a 30 anos) e ocultação de cadáver (1 a 3 anos). Bola é acusado de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Em liberdade, Fernanda Gomes de Castro responde por sequestro e cárcere privado de Eliza e do bebê. Dayanne, Wemerson Marques de Souza e o caseiro do sítio, Elenilson Vitor da Silva, são acusados de sequestro e cárcere privado do menor.

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