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Estado de Minas

Licença deve tirar juíza de julgamento do Caso Bruno

Marixa Rodrigues está grávida do terceiro filho e deve se afastar do trabalho duranteo primeiro semestre de 2012


postado em 24/11/2011 18:13 / atualizado em 24/11/2011 19:19

A juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, do Tribunal do Júri de Contagem, que conduz o processo que investiga o desaparecimento e morte de Eliza Samudio, pode não presidir o júri do Caso Bruno, caso ele seja marcado para o primeiro semestre de 2012. Isto porque a magistrada está grávida de seu terceiro filho.

Segundo a juíza Marixa, ela entra em licença maternidade em janeiro e só retorna em agosto. Caso o julgamento ocorra durante o período de afastamento, a Justiça mineira terá que designar um substituto. A data do julgamento de Bruno e dos outros réus deve ser definida após os processos transitarem em julgado.

 

A saída da juíza vai acontecer por motivos pessoais, mas um pedido para que ela não participasse do julgamento já foi protocolado pela defesa de Bruno. Em agosto do ano passado, o desembargador Hélcio Valentim, da 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) solicitou à magistrada que apresentasse um exame de competência para prosseguir como responsável pelo inquérito.

O pedido foi feito depois que os advogados dos envolvidos questionaram a competência da comarca de Contagem e pediram a mudança. A defesa justificou que o possível crime contra Eliza teria sido praticado em Vespasiano e pediu para a comarca desta cidade recebesse o inquérito.

Após avaliar o exame entregue pela juíza, o TJMG declarou que ela tem competência para julgar o caso.

Relembre o caso

De acordo com o inquérito, Eliza e a criança, suposto filho do goleiro, foram sequestrados por Luiz Henrique Romão e Sérgio Rosa Sales, primo de Bruno, no Rio de Janeiro, e trazidos para o sítio do atleta, em Esmeraldas, na Grande BH, em 4 de junho. A vítima teria sido mantida em cárcere privado até o dia 10, quando teria sido morta em outro local. O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, é apontado como o executor. A criança foi entregue à ex-mulher, Dayanne de Souza.

Bruno, Macarrão e Sérgio respondem por sequestro e cárcere privado (pena de 1 a 3 anos), homicídio qualificado ( 12 a 30 anos) e ocultação de cadáver (1 a 3 anos). Bola é acusado de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Em liberdade, Fernanda Gomes de Castro responde por sequestro e cárcere privado de Eliza e do bebê. Dayanne, Wemerson Marques de Souza e o caseiro do sítio, Elenilson Vitor da Silva, são acusados de sequestro e cárcere privado do menor.

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