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Estado de Minas

Familiares aguardam libertação de primo do goleiro Bruno

Sérgio Rosa Sales vai responder em liberdade ao processo sobre o sumiço e a morte de Eliza Samudio


postado em 11/08/2011 10:47 / atualizado em 11/08/2011 14:19

Familiares aguardam a saída de Sérgio Rosa Sales da Penitenciária Dutra Ladeira(foto: Paulo Figueiras/EM/DA/Press)
Familiares aguardam a saída de Sérgio Rosa Sales da Penitenciária Dutra Ladeira (foto: Paulo Figueiras/EM/DA/Press)

Familiares do primo do goleiro Bruno Fernandes, Sérgio Rosa Sales, estão concentrados desde o início da manhã desta quarta-feira, na entrada da Penitenciária Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde o réu está preso há mais de um ano. O pai de Sérgio e as duas irmãs aguardam o cumprimento do alvará de soltura. De acordo com a assessoria do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o ofício que determina a soltura do réu foi remetido à Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Contagem na manhã desta quinta-feira.

Ontem, os desembargadores da 4ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais concederam a Sérgio o direito de responder em liberdade ao processo sobre o sumiço e a morte de Eliza Samudio. Assim como Bruno e Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, Sérgio responde por homicídio triplamente qualificado, sequestro, cárcere privado e ocultação de cadáver. O advogado de defesa do réu, Marco Antônio Siqueira, disse que Sérgio sempre foi uma mera testemunha no caso. “Ele sempre disse a verdade, mas por pressão de advogados anteriores, foi obrigado a dizer o contrário", disse.

O pai e duas irmãs de Sérgio Sales chegaram à penitenciária às 9h50 desta quarta-feira. O porteiro Carlos Alberto Sales, de 58 anos, pai de Sérgio, disse que está muito alegre, mas ficaria mais feliz se o goleiro Bruno também fosse solto. “Acompanhei o sofrimento do meu filho por 399 dias, ele não tem culpa de nada e tem a confiança de que é inocente. Foi uma fatalidade ele estar no sítio do Bruno no dia em que a Eliza sumiu”, disse.

Carlos Sales também afirmou que Sérgio tem vários planos, um deles, de voltar a estudar, já que parou na 8ª série. “A expectativa é de que ele volte a trabalhar e retome a sua vida”, disse. Carlos Sales também afirmou que a mãe de Sérgio prepara um almoço especial para receber o filho na casa da família, no Bairro Minaslândia, em Belo Horizonte.

Juri popular

O goleiro Bruno Fernandes de Souza e outros sete investigados pelo desaparecimento e morte de Eliza Samudio serão julgados por sete representantes do povo, mas a data do júri popular deve ser marcada em um mês.

"Sérgio sempre foi uma mera testemunha no caso", diz advogado de primo de Bruno (foto: Paulo Figueiras/EM/DA/Press)
Os desembargadores negaram o recurso dos réus, no qual era pedida anulação da pronúncia. Negaram ainda pedido do Ministério Público para que a ex-mulher de Bruno, Dayanne Rodrigues, a ex-namorada do atleta, Fernanda Gomes de Castro, assim como Wemerson Marques de Souza e Elenilson Vitor da Silva respondessem por homicídio e ocultação de cadáver. Os quatro respondem em liberdade pelos crimes de sequestro e cárcere privado.

Relembre o caso

De acordo com o inquérito, Eliza e o bebê, suposto filho do goleiro, foram sequestrados por Luiz Henrique Romão e Sérgio Rosa Sales, primo de Bruno, no Rio de Janeiro, e trazidos para o sítio do atleta, em Esmeraldas, na Grande BH, em 4 de junho. A vítima teria sido mantida em cárcere privado até o dia 10, quando teria sido morta fora dali. O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, é apontado como o executor. A criança foi entregue à ex-mulher, Dayanne de Souza.

Bruno, Macarrão e Sérgio respondem por sequestro e cárcere privado (pena de 1 a 3 anos), homicídio qualificado ( 12 a 30 anos) e ocultação de cadáver (1 a 3 anos). Bola é acusado de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Em liberdade, Fernanda Gomes de Castro responde por sequestro e cárcere privado de Eliza e do bebê. Dayanne, Wemerson Marques de Souza e o caseiro do sítio, Elenilson Vitor da Silva, são acusados de sequestro e cárcere privado do menor.

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