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Estado de Minas EMPREGO

Profissionais e recrutadores mudam de humor em relação ao mercado. Otimismo recua

Índice de Confiança Robert Half aponta forte inflexão na curva de todas as categorias dos indicadores: mudando a perspectiva futura para pessimista


postado em 14/06/2020 15:15 / atualizado em 14/06/2020 15:15

(foto: Gerd Altmann/Pixabay )
(foto: Gerd Altmann/Pixabay )

A 12ª edição do Índice de Confiança Robert Half (ICRH) aponta para a mudança na confiança do mercado,
em decorrência das incertezas e inseguranças causadas pela pandemia da COVID-19. O ICRH consolidado para a situação atual caiu de 37,5 para 25,2, enquanto para a situação futura (próximos seis meses) passou de 56,7 para 44,2, pouco abaixo do campo otimista.

"Apesar da 12ª edição do ICRH registrar uma forte inflexão na curva de todas as categorias dos indicadores - recrutadores e profissionais empregados e desempregados -, mudando a perspectiva futura de otimista (acima dos 50 pontos) para pessimista (abaixo dos 50 pontos), em algum momento o mercado irá reaquecer e sairá em vantagem a organização que tiver aproveitado o período de desaceleração para refletir e agir com relação à modernização de processos, produtos e serviços, políticas e estrutura de home office, gestão remota e atração e retenção de talentos, por exemplo", aponta Fernando Mantovani, diretor geral da Robert Half.

AS RECOMENDAÇÕES: 

AOS EMPREGADORES

A 12ª edição do Índice de Confiança Robert Half (ICRH) mapeou que 63% dos profissionais com poder de decisão sobre o preenchimento de uma vaga dentro da companhia afirmam que, após a pandemia, os critérios para contratação de pessoas na empresa de atuação serão revistos. Do total, 44% afirmam que em processos 100% on-line é mais difícil conhecer o profissional por não haver o olho no olho.

"Nesse período de distanciamento social, a tecnologia tem sido excelente para permitir que as empresas continuem contratando e os profissionais se movimentem ou se recoloquem. Eu acredito que, no pós-pandemia, os empregadores estarão mais abertos para novas metodologias e ferramentas de análise de dados que possam auxiliá-los a compreender melhor o perfil do profissional. Porém, no meu entender, a sensibilidade humana ainda vai ser um diferencial importante na identificação de afinidades entre profissionais e vagas", justifica Mantovani.

1 - Seja detalhista no mapeamento das oportunidades de melhorias: 

Quais processos da sua companhia foram modernizados ou desburocratizados em virtude do distanciamento social? Em quais pontos é possível otimizar a operação ainda mais? Nesse período, quais foram as evoluções dos membros da equipe como pessoa e profissional? Quais pontos ainda precisam ser desenvolvidos? Quais foram os ganhos de todos em qualidade de vida? Quais paradigmas sua empresa quebrou em relação ao trabalho remoto e outras novidades? Ter essas informações em mente será fundamental para traçar novos planos e ganhar em competitividade.

2 - Empresas de outras partes do mundo podem estar de olho nos seus talentos:

Há tempos grande parte dos empregadores se queixam sobre a dificuldade de encontrar profissionais qualificados no mercado. De acordo com dados da 12ª edição do ICRH, a percepção de mais da metade dos entrevistados (59%) é de que durante o período de pandemia a situação tem permanecido igual. A questão é que, devido a pandemia da COVID-19, empresas de diferentes partes do mundo puderam desfrutar do benefício de contar com a colaboração de um profissional, independentemente da localização física que ele se encontre. Isso quer dizer que qualquer empresa do mundo pode estar de olho nos seus talentos. Cuide para que, ao serem abordados, eles tenham motivos para não deixar a sua companhia.

3 - Reavalie o seu quadro de colaboradores:

Aproveite o período atual para avaliar a sua equipe e analisar quem são os profissionais-chave na estrutura da empresa e na linha de sucessão. Como está o plano de retenção desses colaboradores? Quais profissionais têm mantido ou elevado a qualidade das entregas e o comprometimento, apesar das adversidades do mercado? O que sua organização tem feito para atrair e reter a mão de obra qualificada e engajada? Além disso, sempre que abrir uma vaga, verifique se é mais estratégico preenchê-la com um profissional permanente ou temporário.

4 - Oportunidade de crescimento é o principal desejo dos profissionais empregados e desempregados:

Além do salário, os profissionais ingressam em um processo seletivo prioritariamente interessados em saber quais são as possibilidades de crescimento oferecidas pela oportunidade. Essa é a percepção de 79% dos empregados e 70% dos desempregados entrevistados para a 12ª edição do ICRH . Na lista, foram citados outros cinco fatores, na seguinte ordem de prioridade: pacote de benefícios; reputação da empresa; distância entre a casa e o trabalho; flexibilidade de horário; e carga horária.
 
 
AOS PROFISSIONAIS

(foto: Gerd Altmann/Pixabay )
(foto: Gerd Altmann/Pixabay )


1 - É hora de considerar a atuação por projetos:

oportunidades interessantes no mercado para profissionais dispostos a atuar como especialistas em projetos com data para início e término, em cargos que vão de analista a diretor, com contratação via CLT. Entre as pessoas que já atuaram nesse modelo de trabalho e foram entrevistadas para a 12ª edição do ICRH, 93% afirmaram que a experiência foi positiva para o currículo, com ganho de aquisição de experiência (opinião de 63%), contato com ferramentas novas (58%), flexibilidade (55%) e oportunidade de efetivação (49%).

2 - Historicamente, o desemprego entre profissionais qualificados é menor:

Conforme aponta a 12ª edição do ICRH, historicamente, o índice de desemprego entre os profissionais qualificados, aqueles com idade igual ou superior a 25 anos e formação superior completa, é significativamente inferior em relação à população geral, mesmo diante do desaquecimento do mercado. No primeiro trimestre de 2020, por exemplo, enquanto a desocupação na população geral era de 12,2%, o universo de qualificados desempregados era de 5,7%. Dessa forma, os profissionais devem aproveitar o período para avaliar se as próprias qualificações técnicas e comportamentais estão alinhadas às expectativas do mercado.

A METODOLOGIA DO ICRH


Lançado em agosto de 2017, o Índice de Confiança Robert Half (ICRH) é um indicador de difusão que varia de 0 a 100. Os indicadores de difusão são de base móvel (50 pontos), construídos de forma que os valores acima de 50 pontos indicam agentes do mercado de trabalho de profissionais qualificados confiantes.

A 12ª edição do ICRH é resultado de uma sondagem conduzida pela Robert Half entre os dias 12 a 26 de maio de 2020, com base na percepção de 1161 profissionais, igualmente divididos em três categorias: recrutadores (profissionais responsáveis por recrutamento nas empresas ou que têm participação no preenchimento das vagas); e profissionais qualificados empregados e desempregados (com 25 anos de idade ou mais e formação superior).

Todos distribuídos regional e proporcionalmente pelo Brasil, de acordo com os dados do mercado de trabalho coletados na PNAD.

Para os cálculos da taxa de desemprego dos profissionais qualificados,
foram utilizados os micro dados da PNAD trimestral, fornecidas pelo IBGE em seu portal, executando recortes na amostra para condizer com o perfil de profissionais qualificados.

Para os profissionais contratados para projetos
não foram observados os critérios estatísticos adequados, portanto seu resultado deve ser interpretado com cautela.

Mais informações: https://www.roberthalf.com.br/ .



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