Publicidade

Estado de Minas EMPREGO

Trocar de emprego várias vezes ao ano é bom ou ruim?

Conhecidos por mudarem de emprego com muita facilidade, a geração millennials alterou a forma de relação com as empresas. Fique por dentro de dicas para equilibrar a carreira profissional sem queimar o filme no mercado


postado em 27/12/2018 09:00 / atualizado em 27/12/2018 09:00

(foto: TheDigitalArtist/Pìxabay)
(foto: TheDigitalArtist/Pìxabay)

 
Eles querem tudo com urgência e mudam de emprego com muita facilidade. Essas são algumas características dos millennials, jovens nascidos entre 1980 e 2000, que trouxeram para o mercado de trabalho novos métodos de comportamento. Se anteriormente estar há 10 anos ou mais em uma mesma empresa era visto como comum, em contrapartida, hoje os profissionais se lançam cada vez mais rápido em novos desafios.

Ainda assim, como encontrar equilíbrio profissional durante uma troca de emprego e não "queimar o filme" no mercado?

Entrar na empresa como estagiário e ocupar o cargo de diretor depois de anos de trabalho dedicado é construir um plano de carreira sólida e profissional. Mas, ao contrário disso, ficar em busca de crescimento profissional trocando constantemente de emprego pode gerar efeito contrário.

A contratação ainda é vista como um investimento feito pela empresa, dessa forma, o selecionador pode ficar em dúvida se esse profissional terá ou não estabilidade na empresa.
 
O que fazer então? A assessora de carreira da Catho, empresa de tecnologia que funciona como um classificado on-line de currículos e vagas, Luana Marley, responde algumas dúvidas mais comuns. Confira:

Mas, afinal, será que mudar de emprego várias vezes ao ano pode ser tão ruim assim?

Em primeiro lugar, é necessário avaliar o tempo e a trajetória de cada profissional. Se esse "pouco tempo" for suficiente para vivenciar profundamente a cultura da empresa, fazer algumas entregas e apresentar resultados, não será visto como "queima de filme". Existem vários fatores que podem influenciar na decisão final e é isso que o recrutador buscará entender.

E o que as empresas não gostam de jeito nenhum?
 
É importante ressaltar que cada área pode enxergar essa rotatividade de forma diferente. Ainda assim, é preciso cuidado. É importante que a mudança tenha fundamento. Optar por mudar em busca de realização e crescimento profissional, desenvolvimento ou até melhores benefícios como um salário maior, será bem visto pelo selecionador. Porém, quando as mudanças não refletem nenhuma vantagem, pode passar a impressão de uma escolha desmedida, sem motivos consistentes.

Mas vivemos novos tempos, isso não é levado em consideração?

Sim, é necessário considerar que o cenário atual é bem diferente do passado, onde ter a carteira assinada por muito tempo era o grande desejo ao conseguir o primeiro emprego. Ainda assim, é imprescindível verificar aonde se deseja chegar profissionalmente, tanto em área quanto em nível hierárquico. Os jovens buscam cada vez mais sua realização profissional e isto não significa salários maiores. Um gerente de projetos web, por exemplo, pode atuar em um projeto específico dentro da empresa e após essa entrega, sair em busca de novos desafios, na tentativa de encarar projetos mais relevantes.
Dessa forma, é preciso identificar quais competências realmente são indispensáveis desenvolver para chegar aonde almeja. Se estiver no início da trajetória profissional, o auxílio de um coach de carreira pode ser uma ferramenta de grande ajuda. Além disso, deve-se avaliar as oportunidades de trabalho e alinhar suas expectativas no momento da contratação. É importante entender que tarefas irá executar e quais oportunidades de desenvolvimento você terá na sua área de atuação.
 
 

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade