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Estado de Minas NOTÍCIA BOA

Prêmio reconhece projetos de professores durante a pandemia

Foram 100 educadores premiados por boas práticas com os alunos, mesmo de maneira remota


01/04/2021 18:34 - atualizado 01/04/2021 19:25

Premiação foi criada por fundação trabalha pela causa da primeira infância(foto: Divulgação/ Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal)
Premiação foi criada por fundação trabalha pela causa da primeira infância (foto: Divulgação/ Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal)
Em um ano de pandemia, todos tiveram rotinas alteradas de alguma forma, inclusive as crianças. Para aliviar as tensões dos pequenos, alguns professores da educação infantil tiveram iniciativas inovadoras e foram reconhecidos com uma premiação criada pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, que trabalha pela causa da primeira infância. 
 
Intitulado ‘Prêmio Educação Infantil: Boas Práticas de Professores Durante a Pandemia’ o concurso recebeu 700 inscritos de todo Brasil e desses, 100 vencedores levaram um prêmio de R$ 1.000 e um curso de 40 horas online com atividades síncronas e assíncronas sobre a Base Nacional Comum Curricular e a educação infantil.
 
Os ganhadores estão espalhados pelo país. Em Minas Gerais, foram 11 educadores selecionados. Um dos projetos em destaque é da professora Paula Ramos de Oliveira, que trabalha em uma escola municipal da região noroeste de Belo Horizonte.
 
Paula é professora da educação infantil e foi premiada pelo projeto de horta caseira desenvolvido com os alunos (foto: Arquivo pessoal )
Paula é professora da educação infantil e foi premiada pelo projeto de horta caseira desenvolvido com os alunos (foto: Arquivo pessoal )
 
 
Ela conta que a mudança na rotina motivou a criação do projeto, que foi feito em conjunto com uma colega de trabalho: “Tivemos aulas presenciais até março de 2020 e de uma hora para a outra, o cenário mudou. Foi difícil para as crianças que nunca passaram por situações tão dramáticas
 
“Como educadoras da educação infantil, nos preocupamos em acompanhá-los e com a suspensão das aulas, veio a pergunta ‘como eles estão agora?’. Eu e minha colega Silvana começamos a pensar em mostrar um mundo diferente, além da pandemia. Por serem crianças, eles são o futuro, então pensamos em usar trabalhar com as sementes”, diz a professora.
 
Segundo Paula, ao mostrar para as crianças como cultivar sementes de diferentes plantas, eles estavam trabalhando o cuidado com o futuro e poderiam colher bons frutos: “Se eu planto, cultivo e cuido, em um futuro próximo poderei colher bons frutos. Decidimos implementar o projeto no formato de hortas suspensas, feitas com materiais recicláveis como, caixinha de leite e garrafas pets de refrigerante, buscando adequar a realidade e às condições de vida de cada criança, de forma a criar uma atividade educativa e recreativa ao mesmo tempo”. 
 
Para realizar o projeto de forma remota, foi preciso conquistar os pais e mostrar a necessidade e importância do trabalho no processo de desenvolvimento das crianças, conta a professora. Para adaptar aos espaços disponíveis em cada ambiente dos alunos, o projeto contou com aulas de hortas suspensas, no quintal, compostagem e ainda, reutilização de materiais recicláveis.
 
Horta com tomates e cebolinhas plantadas em casa, com o projeto da professora Paula Ramos(foto: Arquivo pessoal )
Horta com tomates e cebolinhas plantadas em casa, com o projeto da professora Paula Ramos (foto: Arquivo pessoal )
 
 
“Foi um trabalho fantástico. As crianças e pais agradeceram muito, eles gravavam vídeos nos mostrando como estava a horta e os frutos que estavam nascendo. Fiquei muito feliz pelas famílias terem acreditado em nosso trabalho” finaliza a educadora. 
 
*Estagiária sob supervisão do subeditor João Renato Faria


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