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Estado de Minas

Graduação presencial tem redução de matrículas em Minas Gerais

No geral, número de novos alunos aumentou, impulsionado pela educação a distância. Dados são do Censo da Educação Superior de 2019


23/10/2020 10:11 - atualizado 23/10/2020 11:37

Candidatos ao Enem na UFMG, em Belo Horizonte(foto: Ramon Lisboa/EM/DA Press - 5/11/17)
Candidatos ao Enem na UFMG, em Belo Horizonte (foto: Ramon Lisboa/EM/DA Press - 5/11/17)


Seguindo tendência nacional, Minas Gerais teve ano passado redução de 3,9% no número de matrículas na graduação presencial. É o que mostra o Censo da Educação Superior 2019, divulgado nesta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Educação (MEC). Enquanto em 2018 o estado concentrou em seus estabelecimentos de ensino superior 648.554 alunos, no ano seguinte, eles chegaram a 623.964. No Brasil, a diminuição de alunos dentro das salas de aula teve a mesma proporção, saindo de 6.394.244, em 2018, para 6.153.560, em 2019.

Embora com tendência de queda, o número geral de matrículas aumentou, de 8,4 milhões para 8,6 milhões, puxado pelo ensino a distância (EAD). Nessa modalidade, o aumento é de 19,1% entre 2018 e 2019, mais que o crescimento registrado no período 2017 e 2018 (17%). Quando analisado apenas o aumento do número de ingressantes nos últimos dois anos, houve variação positiva no EAD de 15,9% - nos cursos presenciais houve um decréscimo de 1,5%, segundo o Censo. 

No cenário geral, os novos alunos representaram, em 2019, crescimento de 5,4% em relação a 2018, se destacando aí o papel da rede privada de educação superior. Enquanto nos últimos dois anos a rede pública viu seu número de novos estudantes diminuir em 3,7%, as instituições particulares captaram 8,7% a mais de calouros. Na avaliação de uma década, a rede privada cresceu 87,1%, enquanto a pública aumentou 32,4%.



No quesito vagas, entre 2018 e 2019 as oferecidas em cursos a distância aumentaram 45%, enquanto a de cursos presenciais recuaram 5,2%. “Há uma tendência no Brasil de ampliação dos cursos a distância e é importante destacar que estamos falando de 2019, ano pré-pandemia”, avisou o diretor de Estatísticas Educacionais do Inep, Carlos Eduardo Moreno, durante coletiva de imprensa.

O secretário de Educação Superior do MEC, Wagner Vilas Boas, chamou atenção para a qualidade da EAD. “O Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes)  mostrou grande número de cursos da educação a distância com nota máxima na avaliação. A melhoria da qualidade da EAD é tendência”, ressaltou. “Se voltarmos 10 anos, veremos que pessoas que já trabalhavam faziam o ensino noturno e, hoje, optam pelo EAD pelo conforto, comodidade e questão tecnológica. É uma tendência de pessoas optando pelo curso a distância em detrimento do ensino noturno”, completou.

Graus de cursos


Os cursos de bacharelado continuam concentrando a maioria das matrículas totais (66%) - os cursos de licenciatura representam 19,7% e os tecnológicos, 14,3%. São também os preferidos entre os ingressantes da educação superior (57,1%), seguidos pelos tecnológicos (22,7%) e os de licenciatura (20,2%). Entre 2018 e 2019, houve um aumento no número de ingressantes no grau de bacharelado (3,1%). 

Mas, o tecnológico apresentou a maior variação positiva com 14,1% de ingressantes, ano passado. Já os cursos de licenciatura registraram uma alta de 3,5% nesse mesmo período. Entre 2009 a 2019, o grau tecnológico registrou o maior crescimento em termos percentuais: 132,5%.


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