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Estado de Minas EXAME NACIONAL

Enem 2020: Defensoria Pública pede à Justiça adiamento da prova

Entidade entende que estudantes mais pobres, que não têm acesso à internet, serão prejudicados caso o exame seja realizado em novembro, como previsto


postado em 18/05/2020 14:19 / atualizado em 18/05/2020 14:53

Até o momento, o calendário do exame nacional está mantido(foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil)
Até o momento, o calendário do exame nacional está mantido (foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil)
A Defensoria Pública da União (DPU) entrou com recurso para que o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) reveja a decisão do desembargador Antônio Cedenho, que negou o adiamento do cronograma do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), em 28 em abril. O órgão recorreu ao TRF, nesta segunda-feira (18), pedindo que o calendário seja ajustado devido à pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2). 

Em abril, a DPU obteve uma liminar favorável à revisão do calendário do Enem, mas a medida foi derrubada após pedido da Advocacia-Geral da União (AGU).

O TRF-3, de São Paulo, decidiu manter a aplicação do exame nacional ainda para 2020. A decisão também definiu a data limite para pedidos de isenção da taxa de inscrição da prova para 2 de maio. 

Até o momento, o calendário está mantido. De acordo com o cronograma, as provas presenciais ocorrerão em 1º e 8 de novembro. A prova virtual, por sua vez, será aplicada em 22 e 29 de novembro.

No pedido, a Defensoria alega que “inúmeros estudantes, sobretudo os mais pobres, não possuem acesso à internet, nem tampouco materiais didáticos em suas residências” o que interfere negativamente na preparação dos alunos para o Enem e fomenta as desigualdades.

"Discricionariedade, todavia, não é sinônimo de arbitrariedade, e seu exercício deve ter o melhor desempenho possível ao interesse público real, que no caso concreto é a realização de um exame nacional com todos os estudantes egressos do ensino médio que pretendem ingressar no curso superior, reduza a participação efetiva dos jovens pobres nesse processo", diz a resolução.

O órgão acrescenta que, mesmo que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e o Ministério da Educação tenham direito para estabelecer o calendário do Enem, isso não pode ser feito ignorando a realidade, principalmente quando se trata de desigualdades educacionais.

*Estagiário sob supervisão da subeditora Kelen Cristina

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