Minha Casa, Minha Vida

Retomada de obras e novas contratações do programa habitacional devem gerar empregos no país

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O ministro das Cidades, Jader Filho, disse nesta sexta-feira (16/6) que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está conduzindo estudos internos para analisar a viabilidade de expandir o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, beneficiando famílias com renda mensal de até R$ 12 mil. A proposta foi mencionada por Lula durante sua live semanal nas redes sociais.

De acordo com Jader Filho, o tema está sendo discutido entre o Ministério das Cidades, a Casa Civil e a Caixa Econômica Federal, responsável pela gestão do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O propósito é avaliar os impactos de aumentar o limite de renda do programa de R$ 8 mil para R$ 12 mil por mês.

Durante um evento do Grupo Esfera, no Rio de Janeiro, o ministro afirmou que os estudos visam compreender a viabilidade da medida. Ele também mencionou que, caso a faixa de renda seja elevada, o valor máximo do imóvel financiado deverá subir de R$ 350 mil para cerca de R$ 500 mil a R$ 600 mil.

Segundo Jader Filho, a retomada de obras paralisadas do Minha Casa, Minha Vida e novas contratações do programa habitacional devem gerar aproximadamente um milhão de empregos no país.
 

Além disso, o ministro comentou sobre a possibilidade de financiar obras de reforma e adaptação de edifícios já existentes, chamada de retrofit, prevista na nova versão do Minha Casa, Minha Vida. Ele explicou que essa modalidade beneficiará principalmente prédios localizados em centros urbanos, e os tomadores dos recursos para a aquisição desses imóveis poderão ter direito a um valor adicional de 40% sobre o empréstimo.

'Queremos fazer o retrofit no Rio e em outros centros urbanos com imóveis desocupados. Entendemos que uma reforma tem um custo maior. Se o limite para financiamento em uma cidade é de R$ 160 mil, aplicamos 40% em cima desse limite', esclareceu.

Ele defendeu a ideia argumentando que, nos condomínios do programa construídos do zero, há necessidade de investir em infraestrutura como estradas, escolas e postos de saúde, enquanto nos centros urbanos tais facilidades já estão disponíveis, o que ajuda a revitalizar essas áreas.