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Estado de Minas LOGÍSTICA

Veja como funciona o centro de distribuição da Amazon em Minas Gerais

São mais de 45 milhões de produtos em 30 categorias em uma área equivalente a três campos de futebol


22/11/2021 18:38 - atualizado 22/11/2021 20:05

Centro de distribuição da Amazon, em Betim
Centro de distribuição da Amazon, em Betim (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)
Um ano depois do anúncio a inauguração do centro de distribuição da Amazon em Minas Gerais, localizado em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a reportagem do Estado de Minas visitou o local para ver de perto como funciona a logística de um dos gigantes do e-commerce.

São mais de 33,5 mil metros quadrados de área, o equivalente a três campos de futebol. Dentro dele são armazenados mais de 45 milhões de produtos de 30 categorias. 

 

 


Bruno Varela, líder do Centro de Distribuição em Betim, explica que a empresa adota duas estratégias para a logística do local. "Compra direta para Minas e ter material mais próximo do cliente final sendo transferido para outros armazéns da empresa.”

O objetivo é sempre ter um estoque mais perto do consumidor final. “Para poder termos um tempo de resposta menor, do momento do pedido até a entrega”, afirma Varela. 

Entregas e armazenamento das mercadorias


As entregas são sempre agendadas. “Temos um horário de chegada e determinamos quanto tempo o fornecedor vai demorar nessa entrega. Para dar uma boa experiência para o fornecedor, tentamos determinar o horário em que ele será atendido e facilitar a contratação do transporte. Essas compras são feitas em grande quantidade, caixas grandes. Fazemos o processo de recebimento até a unidade final de venda.”
 
Funcionário se desloca pelo setor de armazenamento das mercadorias
Funcionário se desloca pelo setor de armazenamento das mercadorias (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)
 

Ele conta que o armazenamento das mercadorias é feito com o mínimo de restrição possível. “Só quando existe alguma particularidade, como alimentos ou itens muito grandes, por exemplo. Fora essas restrições, mantemos todos os estoques de diferentes categorias de produtos juntas.” 

O centro de distribuição de Betim tem em estoque diversos tipos de mercadorias. São livros, brinquedos, roupas, sapatos, eletrodomésticos, eletroeletrônicos, bebidas. “Somos conhecidos como a loja de tudo”, brinca Varela. 

“Temos desde alimentos a produtos de limpeza. Aqui em Minas, temos uma presença forte de produtos eletrônicos. Esse é um diferencial da operação daqui e acabamos até distribuindo para outros estados. Do mesmo jeito que recebemos produtos de outros armazéns, nós acabamos distribuindo para os demais.”

Produtos para outros estados 


O centro de distribuição de Betim atende outros estados de duas formas: com a transferência de mercadorias, para ajudar outros centros que estão mais próximos do cliente final, ou com uma venda direta. 

“Estamos em uma rede de centros de distribuição. O mais importante para nós, é o produto chegar rápido nas mãos da pessoa que solicitou. Avaliamos: se a pessoa já fez o pedido, a gente manda direto. Se houver venda em outra região e a gente tiver o produto no estoque, enviamos para eles também.”
 
Produtos em prateleiras do centro de distribuição
Os produtos podem ser enviados para clientes quanto para centros de distribuição de outros estados (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)
 

Treinamento da equipe


Varela explica que há uma área de treinamento na empresa. Quando um funcionário começa a trabalhar no centro, ele passa por um treinamento básico.  

“Mas, ao longo do tempo, ele pode receber outros treinamentos para diferentes áreas. Não temos um quadro fixo para uma determinada função, a não ser algumas específicas, como operador de empilhadeira ou time de recebimento de docas, que têm treinamentos de segurança específico.”

O mais comum é que a pessoa tenha mais de um treinamento e seja deslocada para onde está a demanda. “Por exemplo, agora que estamos entrando na Black Friday, o mais comum é que as pessoas sejam deslocadas para a área de expedição. Ao contrário, nas últimas seis semanas, nosso foco estava na parte de recebimento.”
 
Funcionária transportando mercadorias
Funcionária transportando mercadorias (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)
 

O recebimento compreende o descarregamento do caminhão, recebimento e armazenagem do produto. Já na expedição, ocorre a separação dos pedidos - para clientes ou outras unidades da Amazon - montagem, empacotamento, emissão da nota fiscal, pesagem da caixa e separação para a transportadora que fará a entrega. 

Existem algumas setorizações no centro. “Temos uma área de roupas, de sapatos, de produtos alimentícios, incluindo bebidas, e de produtos grandes. Todos os demais são armazenados juntos.” 

Entrega rápida


Para os pedidos chegarem com rapidez aos clientes, Varela explica que existem duas etapas: uma que acontece dentro e outra fora do armazém. “Dentro do armazém, conseguimos executar um pedido em poucas horas. Dependendo do horário em que ele chegar, conseguimos executar em menos de uma hora.” 

Segundo ele, os processos são muito bem definidos. “As pessoas são continuamente treinadas. Além disso, geramos bastante indicadores para saber o que precisamos corrigir ou melhorar. Temos também um pool de transportadoras e prazos de entrega por região.” 
 
Produtos embalados saindo para a entrega
Produtos embalados saindo para a entrega (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)
 

Ao receber um pedido, o sistema da empresa consulta qual a transportadora conseguirá fazer a entrega no menor tempo possível, na região da encomenda. “A consulta é feita não só dentro do armazém, mas em outros armazéns. E vai sempre priorizar o menor prazo de atendimento. Nada impede você de receber um item de São Paulo, se tiver um caminhão saindo de lá com o item que você precisa.”  

A Amazon tem uma transportadora própria para prazos de entrega menores e que acaba cobrindo rotas mais difíceis. Mas, a empresa também usa o serviço de outras transportadoras parceiras, inclusive dos Correios. 

Trabalhadores temporários


Durante eventos em que a demanda aumenta muito, como na Black Friday por exemplo, a empresa contrata trabalhadores temporários. 

“Neste período de final de novembro até o Natal, temos um reforço de temporários. Mas, sempre acabamos absorvendo uma parte deles. Já temos até líderes do armazém que começaram como temporários e eles vão crescendo.”

A empresa também busca ser mais inclusiva nessas contratações. “Aqui todo mundo tem espaço. Vemos mulheres em posição de liderança, operando empilhadeira, em cargos de gerência. Particularmente, aqui em Minas elas ocuparam bastante espaço. Temos pessoas lgbtqia + que também têm bastante espaço aqui. Eles se sentem acolhidos e a logística tende a não ser (um ambiente) tão favorável.” 

Expansão e climatização do centro 



“Ainda estamos na fase de avaliação dos tipos de produtos que vamos adicionar, mas o crescimento tem sido tão grande que decidimos trabalhar em paralelo com a Black Friday. Não vamos fazer nenhuma interferência dentro do prédio, mas na parte externa estamos expandindo."

O objetivo da expansão é conseguir ter mais produtos para atender os pedidos em um menor prazo. “Queremos ter mais itens saindo diretamente de Betim, que não precisem vir de outros estados e armazéns."

Outra melhoria é a climatização do ambiente. “Não temos a necessidade, nem temos medicamentos ou algo que precise estar refrigerado. Mas, vamos ter o ar-condicionado para dar mais conforto para quem trabalha aqui, pensando nos funcionários mesmo. Estamos correndo para instalar antes do verão”, conclui Varela. 
 
*Estagiária sob supervisão da editora-assistente Vera Schmitz



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