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Estado de Minas Crise

Crédito dá sinais de recuperação


18/04/2021 04:00

Depois de cair em fevereiro, a busca por financiamento no país em março indica recuperação. O Índice Neurotech de Demanda por Crédito (INDC) cresceu 2% no mês passado, em seguida à queda de 9% em fevereiro. Na comparação com março de 2020, registrou alta de 38%, superando a marca vista em igual período concluído em fevereiro, quando avançou 21%.

Segundo o diretor de Produtos e Sucesso do Cliente da Neurotech, empresa especializada em tecnologia da informação, Breno Costa, uma das explicações para a volta dos empréstimos em plena pandemia de COVID-19 é que as medidas de restrição social adotadas em março foram menos duras que as implementas há um ano. Uma outra justificativa dada pelo executivo é a adaptação do mercado, que, segundo ele, está mais preparado e, portanto, bem menos vulnerável do que se mostrava quando surgiram os primeiros casos de contaminação pelo novo coronavírus. “Muitas redes passaram a usar mais tecnologia e a realizar a concessão de crédito de forma on-line”, destaca.

O avanço na demanda por crédito no mês passado em relação a fevereiro foi puxado pelo segmento de bancos e financeiras, que teve avanço de 4% no período. Em seguida, aparece o varejo, com expansão de 2%. O único setor a registrar queda em março, ante o mês anterior, foi a categoria de serviços, com retração de 19%. A atividade tem sido bastante afetada pelas medidas de isolamento social adotadas por governadores e prefeitos para tentar deter a disseminação do vírus.

O INDC ainda foi influenciado positivamente pela alta de financiamentos para compra de móveis e eletroeletrônicos, com expansão de 52% e 83%, respectivamente, em março, na comparação com fevereiro. Em contrapartida, a demanda por crédito em supermercados caiu 25% no período, mas subiu 46% no confronto anual.


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