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Estado de Minas ECONOMIA

Abraciclo: Montadoras de motos têm pior início de ano desde 2000


10/02/2021 16:38

As montadoras de motos terminaram janeiro com apenas 53,6 mil unidades produzidas, o menor volume desde maio, mês em que as fábricas ainda administravam o primeiro choque da pandemia, segundo balanço divulgado pela Abraciclo, entidade que reúne os fabricantes de veículos de duas rodas. Desde 2000, quando foram montadas 43,9 mil motos em janeiro, o setor não iniciava um ano com produção tão baixa.

Desta vez, o desempenho foi comprometido pelo colapso do sistema público de saúde de Manaus (AM), onde está instalada a indústria de motocicletas. Além da restrição de horário de funcionamento das fábricas, que chegou a ser limitado a 12 horas, incluindo o tempo de deslocamento dos funcionários até o local de trabalho, toda a produção de oxigênio foi destinada aos hospitais no tratamento de pacientes com covid-19, o que causou impacto nos processos que dependem de gases industriais, como trabalhos de solda.

Citando a falta de insumos decorrente de impactos da crise sanitária sobre a cadeia de suprimentos, a Honda, maior montadora de motos do País, suspendeu a produção entre 25 de janeiro e 3 de fevereiro, dando férias coletivas a operários e funcionários de áreas administrativas.

Entre meses subsequentes, a produção de janeiro, na soma de todas as marcas, foi a mais baixa desde maio do ano passado (14,8 mil unidades), quando a atividade também foi parcial por causa da pandemia.

O volume de motos produzidas no mês passado mostrou retração de 27% em relação a dezembro. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a queda foi ainda mais expressiva: 46,5%.

Ao comentar os números, o presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian, informou que não será possível acabar, por enquanto, com a fila de aproximadamente 150 mil consumidores que se formou nas concessionárias e sistemas de consórcio à espera de motocicletas.

"É preciso que a imunização em massa ocorra o mais rápido possível para que a indústria volte a operar com fôlego, recupere as perdas dos últimos meses e consiga, finalmente, equilibrar a relação de oferta e demanda", afirmou Fermanian.


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