Bolsonaro vem reclamando do aumento de determinados alimentos e chegou a até mesmo pedir para que os supermercadistas tenham “patriotismo” e margem de lucro “próxima de zero” em produtos essenciais.
“Nós explicamos ao presidente que já estamos fazendo isso. Nós sempre fizemos, na cesta básica, porque o setor é muito competitivo. A gente não repassa de vez nossos aumentos... Não vamos ser vilões de uma coisa que não somos responsáveis”, afirmou Neto.
Segundo Neto, “não há supermercadista cobrando preço abusivo, não temos cartel”. Ele explicou que a orientação dos empresários do setor é para que os consumidores não façam estoque. Isso porque a substituição de produtos “vai ajudar a baixar os preços”, complementou.
Ele ainda confirmou que problema “está na lavoura.” “É agricultura: chove demais, faz sol demais. É assim que funciona. O problema está na lavoura, no custo da produção, da safra baixa. O problema está no câmbio que os produtos que estão sendo exportados”, disse.
Segundo o presidente da Abras, na reunião foi informada também a notícia da redução da Tarifa Externa Comum (TEC) do arroz, que está em fase de ajustes.
*Estagiária sob supervisão da editora-assistente Vera Schmitz
