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Estado de Minas COMBUSTÍVEIS

Petrobras anuncia redução de 5% nos preços da gasolina e do diesel

Estatal informa que os novos valores na refinaria entram em vigor nesta quarta-feira. Postos vão aguardar para ver se distribuidoras repassarão a queda para ajustar preço nas bombas


08/09/2020 14:13


A Petrobras anunciou, nesta terça-feira, mais um reajuste nos combustíveis. Segundo a estatal, a gasolina e o diesel S10 e S500 terão redução de 5% nos preços praticados pelas refinarias. O combustível Dmar (diesel marítimo) também terá queda de 5,2%. Os novos valores entram em vigor a partir desta quarta-feira (9).

O impacto, linear em todas as praças, será de R$ 0,0922 por litro de diesel e de R$ 0,0884 por litro de gasolina. Porém, os postos aguardam pelo repasse das distribuidoras para reduzirem os preços nas bombas.

Na semana passada, a Petrobras anunciou redução de 3% na gasolina e de 6% no diesel, no entanto, não houve queda nos preços. Isso porque o período coincidiu com a recomposição da base de cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do Distrito Federal, que é feito sempre nos dias 1º e 16 de cada mês.

Nesta semana, não há motivos para os postos não reduzirem os preços, por conta da base de cálculo, segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e de Lubrificantes do DF (Sindicombustíveis), Paulo Tavares.

"Numericamente, o que podemos dizer é que os R$ 0,09 de impacto da gasolina deve ser de uma queda em torno de R$ 0,06 nas bombas. Mas precisamos saber se as distribuidoras vão repassar. Na última baixa, elas não repassaram tudo. Desta vez, podem ficar com parte para recompor suas margens", explicou.

Tavares disse que, na semana passada, houve coincidência com o reajuste da base de cálculo, que aumentou. "Uma coisa compensou a outra na semana passada. Agora, só teremos nova mudança no ICMS dia 16. Creio que terá nova alta, porque o preço médio dos combustíveis subiu em Brasília", disse.

Contudo, segundo o presidente do Sindicombustíveis, o governo do Distrito Federal poderia compensar a população e não repassar. "Mas eu duvido, porque o GDF está com problema de caixa e mudar a base de cálculo é uma forma de aumentar a arrecadação", estimou.


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