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Bancos vão prorrogar dívidas

Itaú Unibanco, Banco do Brasil, Bradesco, Caixa e Santander prometem negociar vencimento por 60 dias de contrato de pessoa física e pequenas empresas. As condições estão em estudo


postado em 17/03/2020 04:00

Medida adotada pelas grandes instituições financeiras segue ação do CMN e do BC para diminuir impacto da pandemia do coronavírus (foto: Jackson Romanelli/EM/D.A Press %u2013 27/11/09)
Medida adotada pelas grandes instituições financeiras segue ação do CMN e do BC para diminuir impacto da pandemia do coronavírus (foto: Jackson Romanelli/EM/D.A Press %u2013 27/11/09)


Os cinco maiores bancos do Brasil – Itaú Unibanco, Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal e Santander – vão conceder prorrogação do prazo de vencimento de dívidas por 60 dias, em razão dos efeitos da pandemia do novo coronavírus na economia. A medida não é automática e deve ser solicitada pelo cliente pessoa física e as micro e pequenas empresas, segmentos a ser beneficiados pelas instituições financeiras.

Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), os bancos estão “sensíveis ao momento de preocupação dos brasileiros com o coronavírus”, que “se trata de um choque profundo, mas transitório”. Por isso, adotaram a medida, para “amenizar os efeitos negativos dessa pandemia no emprego e na renda”.

A despeito do anúncio, as cinco instituições financeiras, que foram procuradas pela reportagem do Estado de Minas, informaram que ainda estão estudando estratégias para colocar em prática o benefício para seus clientes. O gerente-executivo de imprensa do Banco do Brasil, Marco Túlio Bretas de Vasconcelos, adiantou como a extensão de prazo deve funcionar.

“Vale para dívidas já existentes. Os clientes ficarão dois meses sem pagar e aumentam dois meses no prazo da operação. Não é automático, o cliente tem que solicitar. E a taxa de juros é a mesma já contratada. Deve valer tanto para pessoas físicas, quanto jurídicas. Qualquer cliente tem direito e não deve haver limite de valor”, afirmou.

Ainda não há definição de como a solicitação deve ser realizada pelo cliente, nem informação sobre a data-limite para que o requerimento seja feito. De acordo com Vasconcelos, a ideia é permitir que os consumidores possam efetuar a transação pelos canais digitais. “A lógica é que possa ser feito à distância, pois não tem sentido aumentar o contato entre as pessoas”, explicou.

A prorrogação dos vencimentos das dívidas é coerente com decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN),  que aprovou medidas para tentar diminuir os efeitos da esperada retração da atividade econômica por causa do novo coronavírus. O CMN vai facilitar a renegociação dedébitos de empresas e de famílias com “boa capacidade financeira” e “adimplentes”, nos próximos seis meses. Segundo estimativa do Banco Central (BC), a estratégia deve atingir operações que totalizam R$ 3,2 trilhões.

“Na prática, esta medida amplia a folga de capital (diferença entre o capital efetivo e o capital mínimo requerido), conferindo mais espaço e segurança aos bancos para manterem seus planos de concessões de crédito ou mesmo ampliá-los nos próximos meses”, diz nota publicada pelo Banco Central.

O BC afirma ter “amplo arsenal de instrumentos” para assegurar a estabilidade financeira e cita as “medidas regulatórias e recolhimento compulsório, hoje em torno de R$ 400 bilhões”. Segundo a instituição, “os US$ 360 bilhões em reservas internacionais também são um colchão que serve para assegurar a liquidez em moeda estrangeira e o regular funcionamento do mercado de câmbio”.

Em Minas 

O Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) anunciou ontem três linhas de crédito com condições especiais para auxiliar empresas de todos os portes pertencentes ao setor de saúde do Estado, em razão da pandemia do coronavírus. O valor total disponível nas três linhas é de R$ 500 milhões. A instituição também está estudando financiamento para empresas de qualquer setor localizadas em cidades criticamente afetadas pela COVID-19.

De acordo com o banco mineiro, as linhas de crédito têm como foco capital de giro e recursos para investimentos na compra de matéria-prima para fabricação de produtos de alta demanda, como máscaras de proteção, álcool em gel, lenços, etc.), reforço de estoque, preparação de leitos, contratação de mão de obra temporária, entre outros casos.



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