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Estado de Minas ECONOMIA

Ex-Braskem terá audiência sobre fiança


postado em 27/11/2019 07:05

A corte americana responsável pelo caso do executivo José Carlos Grubisich, ex-presidente da Braskem, marcou para esta terça-feira, 27, a audiência que vai decidir se ele poderá ou não ser preso sob fiança. Grubisich foi preso nos EUA último dia 20, sob acusação de comandar um intricado esquema de lavagem de dinheiro, falsificação de documentos e pagamento de propinas enquanto comandava a petroquímica. A audiência ocorrerá na corte leste de Nova York, às 10h.

Grubisisch foi detido ao desembarcar no Aeroporto JFK, em Nova York, onde pretendia passar uma semana de férias com a esposa, Kátia. As acusações haviam sido definidas em fevereiro e foram mantidas sob segredo de Justiça por oito meses para facilitar a prisão de Grubisich quando ele estivesse em solo americano, Informou o DoJ no documento que justificou a prisão do executivo.

Segundo o DoJ, as investigações sobre o executivo correm desde 2015 e se referem a pagamentos ilegais feitos entre 2002 e 2014. Ele foi presidente da petroquímica do grupo Odebrecht, um dos pivôs da Operação Lava Jato e hoje em recuperação judicial, entre os anos de 2002 e 2008.

A acusação lembra que, apesar de ter deixado o principal cargo executivo da Braskem em 2008, Grubisich manteve um assento no conselho de administração da companhia até 2012. Depois disso, atuou por mais dois anos como consultor externo do Grupo Odebrecht.

De acordo com o Departamento de Justiça, o risco de fuga do executivo é alto. Essa afirmação é justificada pelo fato de o executivo ser brasileiro. O País não tem acordo de extradição de cidadãos que estão sendo investigados em outros países. Ao ser ouvido em uma corte de Nova York, no dia em que foi preso, Grubisich se declarou inocente das acusações.

Outro acordo

Os casos da Odebrecht e da Braskem já foram alvo de um acordo de US$ 3,6 bilhões com as autoridades do Brasil, dos EUA e da Suíça. O DoJ não informou como a investigação sobre Grubisich se relaciona ao acordo de 2016.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


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