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Estado de Minas ECONOMIA

Em decisão dividida, CAE do Senado aprova Fábio Kanczuk para diretoria do BC


postado em 29/10/2019 13:53

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou nesta terça-feira, 29, o nome do economista Fábio Kanczuk para a Diretoria de Política Econômica do Banco Central. A decisão foi dividida: 16 senadores votaram a favor de Kanczuk, mas 4 parlamentares foram contrários.

Com a aprovação na CAE, o nome de Kanczuk será avaliado pelo plenário do Senado, o que pode ocorrer ainda nesta terça-feira.

Mais do que o resultado, houve certa surpresa na audiência porque alguns senadores sinalizaram a intenção de, no futuro, votar contra novas indicações ao Banco Central, independentemente do nome indicado, até que a autarquia cumpra objetivos, como favorecer a redução dos juros aos consumidores no País.

Após a aprovação, a senadora Rose de Freitas (Podemos-ES) afirmou que os votos contrários não foram para Kanczuk especificamente. "Quem votou contra votou muito mais preocupado com o processo em si", afirmou.

Mais cedo, durante a sabatina, o senador Esperidião Amin (PP-SC) afirmou que votaria a favor da indicação de Kanczuk, mas seria contrário a qualquer nova indicação para o BC no futuro.

Amin afirmou que adotará esta postura até que o BC apresente resultados em relação à redução dos juros no Brasil. "O BC, como instituição, não me agrada. Então, no próximo (indicado ao BC), vou ter que descontar a frustração de brasileiro, que não vê ação coerente (para reduzir os juros)", pontuou.

O comentário de Amin foi prontamente apoiado por outros senadores na CAE, como Rose de Freitas e Kátia Abreu (PDT-TO). "Estou com posição de que não passe mais nenhum indicado ao BC, antes que se cumpra o prometido", afirmou Rose de Freitas.

A postura adotada pelos senadores pode sugerir dificuldades para o Banco Central no Congresso a partir de agora. Com a indicação de Kanczuk, o presidente da autarquia, Roberto Campos Neto, completa as mudanças em sua diretoria.

Em tese, não devem ocorrer novas indicações nos próximos meses. No entanto, existem no Congresso vários projetos de interesse do BC. Este é o caso do projeto de autonomia da instituição, que pode encontrar dificuldades na tramitação.


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