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Previsão de crescimento da produção de carros encolhe

Produção, vendas internas e, principalmente, exportações tiveram uma revisão para baixo. Crise na Argentina é principal responsável por previsão de queda de 33,2% nos embarques internacionais


postado em 08/10/2019 06:00 / atualizado em 08/10/2019 08:03

A estimativa de crescimento de produção, que era de 9,02% para 2019, foi revista para 2,1% (foto: Pedro Danthas/Volkswagen/Divulgação)
A estimativa de crescimento de produção, que era de 9,02% para 2019, foi revista para 2,1% (foto: Pedro Danthas/Volkswagen/Divulgação)

São Paulo – Um dos termômetros recorrentes da economia, a indústria automotiva nacional apresentou ontem dados que esfriaram a expectativa de um fim de ano na rota da recuperação. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgou os dados mais recentes do setor, referentes a setembro, e revisou para baixo a expectativa de desempenho do ano.

A estimativa de crescimento de produção, que era de 9,02% para 2019, foi revista para 2,1%. Também foi refeita a expectativa de desempenho para as vendas internas. A projeção de crescimento, que era de 11,45%, caiu para 9,1%.

Em relação às exportações, os novos números para este ano são ainda piores. No início do ano, a Anfavea contava que a retração chegasse a 6,20%, mas agora as montadoras trabalham com um encolhimento dos embarques da ordem de 33,2%.

Na comparação entre setembro de 2018 e o mesmo mês de 2019, as exportações brasileiras de veículos sofreram uma queda de 7,2%. O impacto principal ainda vem da Argentina, principal comprador da produção brasileira e que tem passado por uma crise econômica grave, em particular neste ano. Quando o comparativo é feito levando-se em consideração o volume acumulado entre janeiro e setembro dos dois anos, a retração é bem mais relevante, de 35,6%.

Já o mercado interno, apesar da menor expectativa de crescimento nas vendas, ainda tem sido responsável por minimizar os efeitos de um cenário internacional fraco. Em setembro, em comparação a igual período do ano passado, as vendas cresceram 10,1%  – na conta, estão os segmentos de automóveis e comerciais leves. Na comparação com agosto, os negócios fechados apresentaram uma baixa de 3,3%. No acumulado do ano, a alta é de 9,9% em relação aos primeiros nove meses de 2018.

O desempenho instável ao longo do ano afetou os postos de trabalho gerados pelas montadoras. No acumulado em 12 meses, foram fechadas 4.542 vagas no setor (215 só em setembro, quando a indústria informou que contava com 127.938 funcionários, 3,4% menos do que o divulgado para o mesmo período de 2018).

Com a revisão dos números de 2019, a Anfavea trabalha com uma expectativa de produção de 2,94 milhões de veículos para este ano, além de vendas internas de 2,80 milhões de unidades e exportações de 420 mil. As exportações, segundo a associação, devem gerar neste ano uma receita de US$ 10 bilhões (contando com veículos e máquinas agrícolas). Se o número se confirmar, representará um encolhimento de 31% no comparativo com 2018.

NO CAMPO 

As vendas de máquinas agrícolas e rodoviárias no mercado doméstico também tiveram uma queda, de 5,3%, na comparação entre setembro de 2018 e o mesmo mês de 2019, conforme dados da Anfavea. Em relação a agosto, houve um crescimento de 11,4%, mas no acumulado no ano a queda (ano contra ano) já está em 5,7%.

Já a produção de veículos nesse segmento teve uma baixa de 16,6% em setembro deste ano, segundo comparação com mesmo período de 2018. Quando se observa o desempenho do mês passado em relação a agosto, o impacto foi menor, com queda de 14,2%. Já no acumulado nos primeiros nove meses do ano, o recuo foi de 10,6%.

Assim como aconteceu com os veículos, no segmento de máquinas e equipamentos rodoviários foi registrado um volume menor de vendas para o exterior: queda de 11,6% em relação a setembro do ano passado e de 19,7% na comparação com agosto. No acumulado do ano, a baixa foi de 0,4%.




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