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Estado de Minas

Positivo investe R$ 14 milhões e busca mais startups para aumentar recurso

Os aportes, previstos para o segundo semestre, serão feitos a partir dos incentivos criados com a Lei de Informática


postado em 28/05/2019 06:00 / atualizado em 28/05/2019 08:30

Graciete Lima, consultora da Positivo, afirma que a proposta da startup deve levar em consideração a democratização do acesso à tecnologia (foto: Positivo Tecnologia/Divulgação)
Graciete Lima, consultora da Positivo, afirma que a proposta da startup deve levar em consideração a democratização do acesso à tecnologia (foto: Positivo Tecnologia/Divulgação)


São Paulo – A Positivo Tecnologia anunciará nas próximas semanas seu segundo aporte em startups. O valor está em fase de definição pela companhia de tecnologia. Ainda no segundo semestre deste ano acontecerá a segunda rodada de aportes. A primeira, aprovada em 2018 e feita no início do ano, resultou em R$ 14 milhões de recursos para duas agritechs.

Graciete Lima, consultora de Novos Negócios da Positivo Tecnologia, diz que ainda não estão definidas as áreas de atuação das startups que vão contar com os recursos da segunda rodada de investimentos da companhia brasileira, mas que a prioridade são aquelas que atuam em segmentos que tenham maior aderência às necessidades e potencialidades do país, como é o caso das agritechs. Outra característica importante, segundo Graciete, é que a proposta da startup leve em consideração a democratização do acesso à tecnologia.

“Estamos agora no período de análise para definir em quais startups vamos fazer os aportes. Tem algumas linhas, como as que são ligadas ao agronegócio, com muita chance de seleção. Isso tem a ver com a relevância dessa área na economia do país. Como a nossa agricultura tem uma série de peculiaridades, mantemos esses empreendimentos no nosso radar”, diz a executiva da Positivo.

Outra vertical que tem se destacado é a voltada a soluções para o varejo. Mas Graciete destaca que não há limitações no processo de escolha das próximas startups que serão selecionadas.

Os aportes são feitos a partir dos incentivos criados com a Lei de Informática. Nessa aproximação com as startups investidas, a Positivo não entra apenas com recursos. A empresa, conta a executiva, também auxilia na parte de análise do negócio – normalmente uma das maiores dificuldades enfrentadas pelas jovens empresas ligadas a algum tipo de tecnologia.

“Procuramos não apenas acelerar o negócio, mas também ajudar no desenvolvimento. As necessidades costumam ser muito particulares, mas o ponto em comum é nossa condição de levar conhecimento em pesquisa e desenvolvimento (P&D) para as startups e colaborar com informações que fazem parte do nosso dia a dia”, explica Graciete.

Além de novos recursos ainda em 2019, a Positivo sinaliza que fará mais investimentos nos próximos anos. O objetivo, segundo a executiva, é usar o fundo para ampliar a atuação da empresa em áreas como Internet das Coisas, Big Data, Blockchain e inteligência artificial. Esses segmentos foram identificados depois de a companhia realizar alguns estudos com o objetivo de acompanhar tendências e identificar as áreas com maior potencial. “Também analisamos segmentos econômicos em que o Brasil pode se diferenciar tecnologicamente. Compreendemos que o agronegócio é um dos mais proeminentes”, diz.

A Positivo Tecnologia criou um fundo de investimento de participações (FIP) para acelerar empresas de base tecnológica. O primeiro aporte do fundo de investimento de participações (FIP) da Positivo foi feito no primeiro trimestre nas startups AgroSmart e @Tech.

A Agrosmart é uma plataforma integrada de monitoramento de dados na lavoura e gera modelos agronômicos inteligentes para que produtores rurais e empresas da agroindústria, alimentos e bebidas possam tomar decisões de negócios decisões.

Já a @Tech, que começou como incubada da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo (USP), atua como plataforma de inteligência de mercado e inteligência artificial para identificar o melhor momento para pecuaristas e frigoríficos negociarem bovinos.

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