O Tribunal de Contas da União (TCU) julga nesta quarta-feira, 11, o pedido da equipe técnica que busca suspender o acordo de leniência assinado dois dias atrás entre o Grupo Odebrecht, a Controladoria-Geral da União (CGU) e a Advocacia-Geral da União. Após o incômodo inicial por conta de o acordo ter sido assinado sem passar pela análise prévia no tribunal e pelo ofício contundente escrito pela CGU e pela AGU, o clima amenizou no tribunal e há uma corrente contrária à medida cautelar para suspender o acordo
O gesto da AGU foi bem recebido entre ministros, apesar de, na segunda-feira, um ofício enviado pela própria Grace e o ministro da CGU Wagner Rosário ter criticado a atuação do TCU. No ofício, revelado pelo Estado, os dois ministros expuseram “preocupações com as reiteradas condutas da área técnica, devidamente autorizadas pelos ministros relatores em procedimentos específicos, que configuram nítido descompasso com as bases que integram o instituto do acordo de leniência pátrio”.
Um ministro que estará na sessão disse que o TCU fica em situação incômoda diante do pedido, porque é preciso muita consistência para barrar um acordo de R$ 2,7 bilhões.
