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Estado de Minas

Quem surfou e quem naufragou na bolsa

Vale, Suzano e Petrobras foram as que tiveram melhor desempenho


postado em 03/07/2018 06:00 / atualizado em 03/07/2018 09:00

(foto: Arte/Soraia Piva)
(foto: Arte/Soraia Piva)

As ações dos cinco segmentos que mais subiram de cotação na bolsa no primeiro semestre tiveram juntas uma valorização de mercado de R$ 118,475 bilhões no período. Além dos destaques para papel e celulose (ganhos de R$ 48,607 bilhões) e minerais metálicos (R$ 48,488 bilhões), estão os setores de exploração, refino e distribuição de petróleo e derivados (R$ 9,537 bilhões), eletroeletrônicos (R$ 6,814 bilhões) e petroquímico (R$ 5,029 bilhões), mostra levantamento elaborado por Einar Rivero, da empresa de informações financeiras Economatica. Vale, Suzano e Petrobras foram as que tiveram melhor desempenho. No fim da lista estão as companhias as áreas de cervejaria e refrigerante – que derreteram R$ 51,716 bilhões –, serviços financeiros (encolheram R$ 23,685 bilhões), serviços educacionais (caíram R$ 18,966 bilhões), carnes e derivados (baixa de R$ 16,902 bilhões) e exploração de rodovia (menos R$ 15,213 bilhões). Juntas, as empresas desses setores encolheram R$ 126,482 bilhões nos primeiros seis meses do ano. Ambev, Bradesco e Cielo foram as que mais perderam valor.

Parente em lua de mel com o mercado
Agora sob o comando de Pedro Parente, ex-Petrobras, a BRF parece que vai fazer as pazes com os acionistas. Ontem, os papéis da companhia subiram 12,28%. O bom humor é resultado do anúncio de que a companhia vai se desfazer de R$ 5 bilhões em ativos, feito na última sexta-feira, após o fechamento da bolsa. Essa foi a mesma estratégia usada pelo executivo quando estava à frente da Petrobras. O Credit Suisse elevou a recomendação das ações para ‘neutra’.

O voo brasileiro da Alitalia
A companhia aérea italiana Alitalia parece determinada a melhorar seus resultados globais fazendo decolar sua operação no Brasil. A empresa vai oficializar nos próximos dias um acordo de codeshare com a Avianca Brasil, ampliando a oferta de destinos para turistas europeus e facilitando a vida de brasileiros que viajam para o Velho Continente a partir de cidades de fora do Sudeste. Nos últimos meses, a companhia tem aumentado a capacidade dos seus voos com saída do Rio de Janeiro e a frequência dos voos a partir de São Paulo.

O avanço da Zurich
A seguradora suíça Zurich recebeu sinal verde Superintendência de Seguros Privados (Susep) para a aquisição das operações da QBE Insurance Group Limited (QBE) no Brasil. Com a conclusão do processo, oficializada ontem, a QBE já passa a atuar com o nome Zurich no mercado local. O valor total da operação na região foi de US$ 409 milhões. Edson Franco, CEO da Zurich Brasil, espera melhorar o desempenho em áreas como a de seguro viagem e seguros empresariais, ganhar escala e ampliar os canais de distribuição.

Rapidinhas


A indiana Tata Steel e a alemã Thyssenkrupp AG vão criar uma nova empresa. A ideia é combinar seus negócios de aço na Europa e ganhar musculatura para atender o aumento da demanda do mercado chinês, em uma joint venture com 50% para cada lado.

Os árabes estão determinados a mudar a geografia do varejo mundial. Prova disso é o desenvolvimento da Mall.Global, uma plataforma de e-commerce que recebeu investimento de US$ 500 milhões e será inaugurada em 2020. Com sede em Dubai, a megaloja virtual contará com cerca de 2,5 ml marcas parceiras, de diferentes países. A previsão é que o e-commerce alcance receita de US$ 4 trilhões até 2030.

A Dell, a maior fabricante de computadores, e a Silver Lake estão costurando um acordo para voltar a abrir capital nos EUA. A ideia é recomprar dos investidores uma classe especial de ações criada em 2016 para viabilizar a aquisição da EMC pela Dell, pertencente a Michael Dell. O valor do negócio chega a US$ 21,7 bilhões.

A Stefanini, gigante nacional de tecnologia, investirá na militância pela equidade salarial entre homens e mulheres. Por ordem do fundador, Marco Stefanini, serão lançadas campanhas para reduzir essa desigualdade, a começar pelos seus clientes e parceiros. “A transformação digital que estamos promovendo exige uma postura que valorize a inclusão de pessoas com ações concretas”, afirma Roberta Genaio, executiva da Stefanini.

“Acho uma indecência gastar mais do que R$ 300 milhões com juros. Então é o seguinte: vou privatizar para mudar a estrutura de passivo”.
Paulo Guedes, economista da equipe do pré-candidato Jair Bolsonaro (PSL-RJ)

US$ 154 milhões
é o valor que astro da NBA, LeBron James, vai ganhar para trocar o Cleveland Cavalier pelos Lakers nas próximas quatro temporadas.

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