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Estado de Minas

Companhia aérea lamenta cancelamento de voo que sairia de Confins para Miami

Segundo os passageiros, American Airlines não teria avisado sobre o cancelamento, o que gerou revolta durante a tentativa de embarque


postado em 24/06/2018 10:32 / atualizado em 24/06/2018 12:15

(foto: Jociane Morais/EM)
(foto: Jociane Morais/EM)
Após o cancelamento do voo AA 992 que sairia neste sábado do aeroporto de Confins, às 9h55, para Miami, a companhia aérea American Airlines alega que a aeronave passou por manutenção no dia anterior, ainda em Miami e, por isso, não chegou a tempo em Belo Horizonte. Segundo os passageiros, a companhia não teria avisado sobre o cancelamento, o que gerou revolta, durante a tentativa de embarque. "A companhia lamenta pelos transtornos causados, mas ressalta que a segurança de seus passageiros e tripulantes é sua prioridade" disse a American Airlines em nota. 

 

Segundo passageiros, a companhia aérea só ofereceu um voucher de café da manhã para aguardarem o voo remanejado para o Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Os passageiros tiveram que pagar do próprio bolso o transporte, para o Aeroporto Internacional do Galeão, e a alimetação para aguardar até as 20h40 o voo para Miami que só chegou ao destino neste domingo, às 4h40 da manhã. 

 

 

Entenda o caso


O cancelamento do voo 992 da American Airlines, que partiria do aeroporto de Confins às 9h55 deste sábado com destino a Miami, causou revolta de passageiros que aguardavam pelo embarque. Há duas versões para o cancelamento do voo: o mau tempo na noite dessa sexta-feira em Miami ou um possível problema mecânico na aeronave.

Segundo informações de um passageiro, o cancelamento foi apenas informado no site da companhia na noite dessa sexta-feira e ninguém foi avisado pessoalmente. Alguns passageiros que acessaram o site conseguiram remanejar o voo.


Gabriella Melnik, de 22 anos, de Recife, tinha conexão em Confins para Miami e de lá seguiria para Montreal, no Canadá, onde faria um curso. Uma empresa de intercâmbio buscaria a passageira no aeroporto de Montreal às 10h (horário local). No entanto, ela foi remanejada, mas suas malas ainda não chegaram de Recife. "É um absurdo. Vim de Recife e eles não sabem onde estão minhas malas. Sem elas não consigo embarcar e eles não me dão nenhuma orientação. Todo meu esquema de viagem foi afetado’, disse.   

A estudante de medicina, Luiza Ferreira Molica, de 26 anos, conta que estava no aeroporto desde às 19h dessa sexta-feira e já havia feito check in, quando percebeu pelo site que o voo estava cancelado. Ela conseguiu remanejar o voo pelo telefone, mas no guichê foi informada pela empresa que seu cartão de crédito estaria com problemas.

A passageira questiona como isso poderia ter ocorrido se ela já tinha feito o check-in e nada havia sido informado. Segundo a passageira, a companhia aérea estaria exigindo a presença do titular do cartão de crédito para resolver a questão. No entanto, o titular mora em Boston, destino final de Luiza Molica. “Nunca vi uma coisa desta. Não sei o que fazer. Estou revoltada. Minha mãe está em contato com a agência onde a passagem foi comprada pra ver se conseguimos uma declaração”, disse.

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