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Estado de Minas MERCADO S/A

Volks puxa a fila do acerto de contas com o passado


postado em 18/12/2017 12:00 / atualizado em 18/12/2017 08:20

(foto: Paul J. Richards - 7/12/17 )
(foto: Paul J. Richards - 7/12/17 )

A Volkswagen deu um exemplo de civilidade ao admitir, na semana passada, que colaborou com a repressão política promovida pela ditadura militar no Brasil (1964 a 1985). Mas isso é apenas o começo. A iniciativa deve estimular uma onda de acerto de contas em várias empresas brasileiras. Segundo levantamento realizado pela Comissão Nacional da Verdade, mais de 80 corporações estão envolvidas em operações de espionagem de funcionários durante os anos de chumbo. O objetivo dos opressores era silenciar os movimentos sindicais, que ganhavam voz especialmente nas grandes montadoras, como Ford, General Motors, Toyota, Scania, Rolls-Royce e  Mercedes Benz. Não é só o setor automotivo que pretende iluminar o passado. Gigantes como Brastemp, Caterpillar, Johnson & Johnson e Petrobras, entre muitas outras, também consideram assumir os erros cometidos no período sombrio. “Esse é um passo enorme para que o Brasil jamais repita o que aconteceu”, diz Sebastião Neto, ex-preso político e um dos autores do estudo.

MRV inicia maior ciclo de investimentos da história

(foto: Marcus Desimoni /Nitro - 7/6/11 )
(foto: Marcus Desimoni /Nitro - 7/6/11 )

A mineira MRV, terceira maior construtora do mundo em número de apartamentos vendidos, está prestes a quebrar um recorde. Nos próximos 10 anos, a empresa vai investir R$ 50 bilhões em lançamentos, o maior volume de sua história. O copresidente Rafael Menin afirma que, com o reaquecimento da economia, as famílias voltarão a comprar a casa própria. “Um barraco em favelas do Rio custa R$ 400 por mês, enquanto a prestação de um apartamento nosso é de R$ 600”, compara Menin.

O salvador de empresas e a virada da Peterlongo

O empresário Luiz Carlos Sella, que há 15 anos comprou a vinícola gaúcha Peterlongo, recuperou os números da centenária produtora de vinhos. Com investimentos de R$ 60 milhões, ele ampliou a produção em 400% e alçou a empresa à segunda posição no ranking de exportadores, atrás da Cooperativa Aurora. “Até 2020, produziremos o melhor vinho do Brasil”, diz Sella, que também é dono de uma fábrica de pneus e de hotéis. Todos os negócios foram comprados quando estavam prestes a fechar.   

Mais crise, menos imigrantes

A crise brasileira desencorajou a vinda de trabalhadores estrangeiros. Essa é a constatação do Relatório Anual 2017, do Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra). O estudo mostra que o número de imigrantes com autorização para trabalhar no Brasil caiu 22,3% em 2016, sendo que 95% das contratações foram para postos temporários. Haitianos, senegaleses e venezuelanos, que fogem de situações dramáticas em seus países, lideram as contratações.

RAPIDINHAS


O banco brasileiro Nubank anunciou na semana passada que vai expandir suas operações para além das fronteiras do país com a abertura de um escritório em Berlim, na Alemanha. O interessante é que o banco não está nadando em dinheiro. O Nubank fechará 2017 com uma base de 3 milhões de clientes, mas fechou o primeiro semestre com prejuízo de R$ 39 milhões.

Ainda sobre bancos: o Itaú recebeu o prêmio britânico Financial Innovation Awards 2017, concedido a empresas que se destacaram em projetos de inovação. O prêmio se deve ao aplicativo App Itáu Light, lançado em maio, que consome menos dados e apresenta interface mais fácil de usar. É a segunda vez consecutiva que o Itaú é premiado no evento.

O adiamento da votação da reforma da Previdência deixou um grupo de 20 empresários paulistas furiosos. A turma, que se comunica via WhatsApp, pensou até em preparar um manifesto para levar ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia. A ideia ainda não foi descartada.

“Esses deputados não gostam mesmo de trabalhar”, resmungou, no WhatsApp, o presidente de uma empresa ligada à indústria automobilística. “Eles são contra o Brasil, só pensam na eleição e no próprio umbigo”, reclamou outro, do setor têxtil.

"Se a reforma da Previdência não for aprovada, há o risco de o governo não fechar as contas, o que representa uma ameaça para o crescimento da economia" - Robson de Andrade, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) (foto: Euler Júnior/EM/D.A Press - 26/10/15)


R$ 2,6 bilhões

é quanto a Ultrapar vai investir em 2018, um crescimento de 23% sobre 2017. A rede Ipiranga, sua principal marca, receberá R$ 1,5 bilhão


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