Os reajustes salariais no país, primeiro semestre do ano, ficaram em média 0,5% abaixo da inflação, o que configura o pior desempenho das negociações por reajustes salariais de um primeiro semestre desde 2003. Os dados são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que analisou os reajustes de 304 unidades de negociação em todo o país, considerando a indústria, comércio e serviços.
RESULTADOS - No primeiro semestre de 2016, apenas 24% das unidades de negociação analisadas pelo Dieese conquistaram ganhos reais aos salários, segundo comparação com da inflação medida pela variação Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Os ganhos foram, em sua maioria, de até 0,5%.
Em 37% das negociações foram observados reajustes iguais à inflação; e as que registraram reajustes abaixo da inflação, representaram aproximadamente 39% do total, sendo que 11% resultaram em perdas de até 0,5% e 29%, em perdas de até 2%.
NEGOCIAÇÕES - No primeiro semestre de 2016, cerca de 74% dos reajustes salariais analisados foram pagos de forma integral; e 25%, pagos em duas ou mais parcelas. Os percentuais são próximos dos observados no segundo semestre de 2015, e muito diversos do registrados nos sete semestres anteriores.
