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Estado de Minas

Vendedores fazem promoção para desovar os últimos estoques

Com os dias contados para parar de vender a lâmpada amarela, as lojas fazem de tudo para se livrar do produto


postado em 20/06/2016 06:00 / atualizado em 20/06/2016 08:13

Em Belo Horizonte, essa conta vantajosa tem trazido um bom retorno ao comércio, principalmente no momento de crise econômica. Com cerca de 100 lâmpadas incandescentes no estoque, o empresário Paulo Bernardes, dono da EletroWal, diz que, até 30 de junho, pretende baixar o preço delas progressivamente, chegando, inclusive, a R$ 2,50, contra os R$ 5,90 atuais. “Uma incandescente dura cerca de 800 horas, sendo que o Led dura 25 mil horas”, compara Bernardes, dizendo que, na sua loja, o Led varia de R$ 15,90 a R$ 53,90. dependendo da potência do modelo. “Atualmente, os consumidores querem economizar e sabem que é melhor investir mais um pouco e ter um produto mais durável”, diz.


Prova disso é que, dentro da EletroWal, a iluminação foi substituída pelo Led este ano e, de acordo com Bernardes, houve uma redução de 50% na conta de luz do estabelecimento. Ele já chegou a vender 600 unidades da incandescente por mês, sendo que, atualmente, não chega a 100. “Este ano, com a crise econômica, as pessoas passaram a comprar o Led, o que nos ajudou a equilibrar as contas ”,afirma, contando que as pessoas idosas procuram mais pelo apego à tradição, “mas economicamente não tem comparação”.


Contudo, o zootecnista Breno Tedeschi procura a incandescente por necessidade. Ele trabalha com criação de galinhas e precisa do calor emitido pela lâmpada antiga para dar sustentação ao seu negócio. “Mas a de 150W não existe mais no mercado e, para ter a temperatura mais alta no ambiente, teria que comprar muitas de 40W. O que me resta é adquirir, pela internet, uma lâmpada eletrônica que custa R$ 115 na loja virtual ou R$ 180 na física”, diz, contrariado pelo fim da incandescente.
Por causa da retirada progressiva das incandescentes do mercado desde 2012, é muito difícil encontrá-las no mercado. De 10 lojas pesquisadas pelo Estado de Minas, apenas duas ainda vendiam o produto em BH. Na Santana Material de Construção, em Santa Tereza, o dono Dirceu Rocha diz ter comprado duas caixas da lâmpada de 60W há dois anos e, atualmente, elas continuam intactas, inclusive, empoeiradas. “Ninguém procura isso mais. Para dar fim ao meu estoque, às vezes levo para casa ou os funcionários levam. Mas não compensa, a conta fica mais cara e rapidinho a luz queima”, confessa.


De acordo com o Ministério de Minas e Energia, a partir dos prazos finais estabelecidos, fabricantes, atacadistas e varejistas serão fiscalizados pelos órgãos delegados do instituto nos estados. Os estabelecimentos, importadores e fabricantes que não atenderem à legislação estarão sujeitos às penalidades previstas em lei.


De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux), as lâmpadas incandescentes produzem 5% luz e 95% calor. Por isso, com essa substituição por outras tecnologias, o meio ambiente ganha com a menor produção de CO2 e, portanto, de efeito estufa, conforme destaca a Abilux. “Além disso, para a criação das incandescentes são usados materiais que possuem complexo processo de decomposição. Atualmente, as novas gerações de lâmpadas são biodegradáveis”, comenta Eduardo Nery.


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