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Estado de Minas

Mulheres receberam salário 25% menor do que os homens, em 2014

Pesquisa do IBGE mostra que, há dois anos, elas receberam, em média, R$ 2.016,63, enquanto eles tiveram salários de, em média, R$ 2.521,07


postado em 17/06/2016 16:32

Em 2014, no âmbito empresarial, 56,5% do pessoal ocupado assalariado eram homens e 43,5%, mulheres(foto: Cristina Horta/Estado de Minas)
Em 2014, no âmbito empresarial, 56,5% do pessoal ocupado assalariado eram homens e 43,5%, mulheres (foto: Cristina Horta/Estado de Minas)
 

As mulheres receberam, em média, salários 25% menores do que aqueles pagos aos homens em 2014, conforme mostrou nesta sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio do Cempre (Cadastro Central das Empresas).

De acordo com os dados divulgados, os homens receberam, em 2014, em média R$ 2.521,07, enquanto as mulheres receberam R$ 2.016,63. Segundo o IBGE, a diferença mostra que o salário das mulheres era o equivalente a 80% daquele recebido pelo trabalhador masculino. “Essa diferença, que havia sido de 25,3% em 2012 e de 25,8% em 2013, passou a ser de 25% em 2014”, informa o texto do Cempre.


Além disso, a pesquisa mostrou que, há dois anos, no âmbito empresarial, 56,5% do pessoal ocupado assalariado eram homens e 43,5%, mulheres. A participação feminina cresceu 1,6% em relação a 2009, quando era de 41,9%. Na comparação dos números absolutos, de 2013 para 2014, houve aumento do número de mulheres (2%) e recuo no número de homens (-0,1%), fazendo com que a proporção de homens no pessoal ocupado assalariado decrescesse 0,5 pontos percentuais em 2014, enquanto a participação das mulheres aumentou na mesma proporção.

Sob a ótica da natureza jurídica, a administração pública e as entidades sem fins lucrativos apresentaram maior participação feminina no pessoal ocupado assalariado. Em contrapartida, nas entidades empresariais, predominava o pessoal ocupado assalariado masculino em todo o período considerado.

Por nível de escolaridade, em 2014, 19,6% das pessoas ocupadas assalariadas possuíam nível superior e 80,4% não possuíam. Em relação aos números absolutos de 2013, o pessoal ocupado assalariado com nível superior cresceu 6,9%, enquanto o pessoal sem nível superior recuou 0,6%. Assim, a participação relativa do pessoal ocupado assalariado com nível superior aumentou 1,1 p.p. Em relação a 2009, o aumento foi de 3,1 p.p.

Em termos salariais, o pessoal ocupado assalariado com nível superior recebeu, em média, R$ 4.995,08, enquanto o pessoal sem nível superior, R$ 1.639,04, ou seja, uma diferença de 204,8%. Por natureza jurídica, a administração pública apresentou a maior proporção de assalariados com nível superior (43,9%), mas o pessoal sem nível superior predominou em todas as categorias, atingindo 87,9% nas entidades empresariais e 71,2% nas entidades sem fins lucrativos.

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