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Estado de Minas

Ilan enfrenta mais de 4 horas de sabatina com refrigerante, água e castanha


postado em 07/06/2016 15:19

Brasília, 07 - Três copos de Coca-Cola Zero e mais alguns de água ajudaram o economista Ilan Goldfajn a passar pela sabatina da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, que durou mais de quatro horas. Descontraído, mas sem perder a formalidade, o executivo respondeu a praticamente todas as perguntas dos parlamentares de forma tranquila. Com grande parte dos senadores indicando que aprovariam seu nome - uma recusa nunca existiu na CAE -, não foram poucos os elogios ao currículo profissional do candidato.

O único posicionamento claro de oposição ao economista veio da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). Mesmo assim, a duração do "teste de fogo" de Ilan foi bem maior do que a do atual presidente do BC, Alexandre Tombini. A sabatina do primeiro servidor público a chegar ao topo da carreira no BC não chegou a três horas.

Muitos senadores, no entanto, engasgaram ao pronunciar o nome e o sobrenome do economista. No discurso de abertura, após citar tecnicidades econômicas e agradecer a grandes nomes da economia brasileira, Ilan reservou uma ou duas frases de referência a sua família. Sua esposa, Denise Goldfajn, esteve presente durante todo o período da sabatina. Com uma garrafinha de água e celular sempre à mão, ela muitas vezes digitava mensagens freneticamente.

Com perguntas longas e feitas em bloco de três senadores, o executivo anotou cada uma delas para responder depois, sem deixar passar algum tema. Mesmo assim, parlamentares se queixaram de que suas indagações não foram atendidas. Alguns senadores desejaram a ele boa sorte e boa saúde, outros disseram acreditar na ajuda de Deus para que possa seguir em frente.

A partir das 13 horas, já com três horas de sabatina, Ilan passou a amenizar a fome com pequenas porções de castanha, que eram levadas à boca de forma muito rápida para evitar os flashes dos fotógrafos. Uma atuação como esta revela o aprendizado que o economista teve quando passou pelo mesmo "teste" há 16 anos para o cargo de diretor de Política Econômica do BC.


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