
Depois de um ano fraco e de queda nas vendas inclusive no Natal, o comércio varejista mineiro vai apostar na velha regra do apelo das datas comemorativas e de promoções seguidas de promoções para fechar as contas no azul no primeiro semestre de 2016. Em 2015, 51,3% dos gestores do setor de Belo Horizonte apresentaram no Natal um volume de vendas pior na comparação com o ano passado, sendo que, para 63,1% deles, a queda foi de até 20%.
Em uma visão mais otimista, a Fecomércio-MG divulgou nesta quinta-feira uma pesquisa sobre Expectativas de Vendas, que aponta 65% dos empresários otimistas em relação aos resultados de 2015. Para a maioria dos gestores (39,1%), o Dia das Mães continua sendo o evento de maior importância de chamariz às compras, seguido pelo Dia dos Namorados (21,7%). Volta às aulas, Semana Santa e festas juninas também foram citados.
Segundo o levantamento, para alavancar as vendas neste primeiro semestre, a maior parte dos donos de estabelecimentos (42,8%) apostará em promoções e liquidações. “As pessoas costumam presentear em datas importantes, mesmo em momentos de instabilidade econômica. O que percebemos é uma adequação do comportamento de compra nesse período, com os consumidores optando por itens mais baratos e por modalidades diferenciadas de pagamento, como é o caso do cartão de crédito”, afirma Guilherme Almeida, economista da Fecomércio MG. O investimento em um atendimento diferenciado e na visibilidade da loja também são estratégias para melhorar o desempenho de vendas.
Com resultados abaixo da expectativa ao longo do ano passado, o comércio apresentou sinais de retomada na comparação entre semestres, segundo a Fecomércio. A maioria dos empresários (53,3%) registrou um resultado de vendas melhor ou igual no segundo semestre de 2015, se comparado ao registrado nos primeiros seis meses desse ano. Para o economista, no entanto, o momento ainda é de cautela. “As expectativas econômicas apontam para a manutenção do cenário de recessão em 2016, com efeitos mais fortes neste primeiro semestre. Por isso, é preciso manter o planejamento e a calma para garantir a sobrevivência do negócio”, avalia Almeida.
