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Estado de Minas

Volume do setor de serviços em Minas recua 5,6% em setembro

É a maior queda da série, iniciada em 2012, segundo o IBGE. Volume dos serviços prestados às famílias teve a maior baixa, de 8,9%


postado em 17/11/2015 09:49 / atualizado em 18/11/2015 07:22

A receita do setor de prestação de serviços em Minas Gerais recuou 5,6% em setembro, ante o mesmo mês de 2014, divulgou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a maior queda da série do levantamento de dados iniciada em 2012, depois de retrações também significativas de 5,2% em agosto e 4,4% em julho, mantendo a sequência de resultados negativos desde julho do ano passado, com uma única exceção em novembro. O recuo no estado é superior aquele registrado no país, de 4,8% em relação a setembro de 2014. No acumulado de 2015, o volume de serviços prestados sofreu queda de 3,6%. Em 12 meses, diminuiu 2,9% no estado.

Segundo o analista do IBGE em Minas, Antonio Braz de Oliveira e Silva, a queda na renda e o aumento do desemprego afetaram o desempenho dos serviços prestados às famílias. O segmento teve retração de 8,9% no volume em setembro ante igual mês do ano anterior. No país, a queda foi de 6,7%, quando já havia diminuído 8,2% em agosto e 1,9% em julho. O resultado do último mês manteve a sequência de variações negativas iniciada em maio de 2014. No ano, os serviços prestados às famílias já minguaram 5%. No acumulado em 12 meses, caíram 4,5%. “O recuo está em linha com o quadro de desaquecimento do comércio. São setores que sofrem com a queda no consumo”, observa o analista.

Na semana passada, o IBGE divulgou que as vendas do comércio varejista mineiro caíram 0,6% ante agosto, nono mês seguido de baixa. Ainda conforme o instituto, em setembro, frente setembro de 2014, houve redução de 4,3% no rendimento médio real habitual e queda de 6,1% na massa de rendimento médio real habitual dos trabalhadores ocupados, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME).

“Combinado com a variação de preços do item 'alimentação fora do domicílio' acima da média global do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de setembro, (a renda e a massa de salários) contribuíram para que o volume dos serviços prestados às famílias recuasse 6,7%”, apontou o IBGE. Em Minas, outros setores que tiveram queda em setembro foram serviços profissionais, administrativos e complementares, de 11,7%; serviços de transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio, de 11,2% e outros serviços (4,2%).

No país, em setembro, frente ao mesmo mês de 2014, tiveram taxas positivas as empresas de Rondônia (6,5%), Mato Grosso (5,7%), Roraima (4,7%) e Mato Grosso do Sul (3,3%). Na outra ponta, a dos números negativos, ficaram Amapá (13,4%), Amazonas (13,3%) e Maranhão (12,9%). Minas Gerais apresentou, entre as 27 unidades da federação, o oitavo pior resultado mensal, o 14º pior na comparação acumulada no ano e o 15º na comparação dos resultados acumulados em 12 meses.

Queda contínua No país, as atividades turísticas recuaram 3,3% em setembro, em relação a setembro de 2014, perante crescimento de 0,1% em agosto e decréscimo de 5,7% em julho. O balanço acumulado no ano indicou perda de 2,5% e o dos 12 meses, de 2,2%. Esses números se referem aos serviços de alojamento e alimentação; serviços culturais, de recreação e lazer; locação de automóveis sem condutor; agências de viagens e operadoras turísticas e transportes turísticos. Segundo o IBGE, tomando-se como base a variação acumulada em 12 meses, esse grupo de atividades vem apresentando queda. Em Minas Gerais, a retração é observada desde maio, ou seja, há cinco meses. Já no Brasil, as quedas ocorrem desde fevereiro, informou o IBGE, em nota.


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